<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951</id><updated>2012-01-10T11:39:51.164-08:00</updated><title type='text'>Empório das Letras</title><subtitle type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/TIK2COTnDqI/AAAAAAAAAFI/tARHatZKeCs/emporioheader.jpg"&gt;&lt;/center&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-7713472638133910411</id><published>2011-11-07T07:59:00.000-08:00</published><updated>2011-11-07T07:59:54.004-08:00</updated><title type='text'>Filhos, eu sei, não voltam para casa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-q9Et8DPBQIk/TrgAAYjHIiI/AAAAAAAAAFo/4E0bldGmNtw/s1600/artigo+k.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-q9Et8DPBQIk/TrgAAYjHIiI/AAAAAAAAAFo/4E0bldGmNtw/s320/artigo+k.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui criado na roça, minha aldeia, à luz do candeeiro e do carro de boi. Aos dez anos, meu pai, em busca de educação melhor, levou-me para Salvador. Fui morar sozinho com meu irmão e depois em pensão. Ele sempre dizia que o que precisava ser feito tinha de ser feito. Depois fui para Brasília, São Paulo e voltei para Feira. Mas não para a casa de meus pais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criar filhos é uma viagem ao avesso em que vemos o tempo lhe somar anos enquanto os seus se gastam. É a experiência maior da vida humana. Não são apenas as memórias e a sensação de ter se dado a eles, ao amor indecente e absoluto que eles te exigem, e retribuem, que te consagra e realiza. É a oportunidade de nos melhorarmos em outro, sem nossos erros, a barriga da preguiça e os amores incertos. A realização de lhes dar régua e compasso, limites e princípios para vencer, embora, por vezes, esqueçamos que os filhos nos decifram em silêncio e nos criam, mas à sua própria imagem e leitura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adivinhássemos o futuro, desfrutaríamos mais desta relação, renunciaríamos mais as exigências de fora para nos abastecermos dos seus abraços e descobertas. E, dormiríamos, nós todos, em histórias e fantasias intermináveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criar os filhos, doer suas dores, viver seus temores e aprendizados, perder o sono na sua febre ou ausência, caminhar de mãos dadas numa praça ou num sonho, nos eterniza. Faremos escolhas por eles, nem sempre as melhores, muitas vezes com intenções que temos com nós mesmos, esquecendo que a vida só se faz para seu dono. Cruzaremos a longeva e barulhenta infância e adolescência -o tempo mais doce do tempo- às vezes sem perceber a progressiva e inexorável redução da dependência conosco. Acostumamos-nos com o barulho de suas múltiplas vozes, sua agenda de compromissos e, por vezes, exigências, a ocupação expansiva da casa, da cama e dos espaços de nossas vidas achando que será para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que, embora não acreditemos e ninguém nos prove o contrário, filhos crescem. E partem. E farão de sua partida a despedida sem fim, deixando em seus quartos um troféu das competições, uma última risada, um diário esquecido, um vestido abandonado por ser infantil, um vazio que parece nunca acabar de ser olhado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia seu filho mais velho irá embora, para a faculdade, e você sentirá que sua invenção de homem tomou rumo próprio e lembrar-se-á do dia, mais cedo, que você também partiu e pensará em infinitos conselhos que acabará não dando, esquecidos no abraço. Na volta para casa, entre feliz e partido, acomodar-se-á na sua falta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois anos depois sua filha irá embora e você&amp;nbsp;e sua ausência será chorada às escondidas, porque apartar, disse-me meu pai, nesta quarta, ao vê-lo no cemitério, precisa ser feito. Sem o ofício do cotidiano os horários se embrulharão, a casa silenciosa se ressentirá do revés, como uma árvore sem vento, sem folhas, sem deveres. Que não abriga, nem sombreia. E, nesta reinvenção de si, de seu lar, ecoarão apenas seus próprios alaridos, sem bênçãos ao dormir. E os medos serão só seus, sem a redenção matinal de suas crias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontraremo-nos nas férias, viajaremos, faremos muitas refeições juntos, e, um dia, os netos atiçarão a árvore, mas eu sei, eu também não vim, que filhos não voltam para casa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-7713472638133910411?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/7713472638133910411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=7713472638133910411&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7713472638133910411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7713472638133910411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/11/filhos-eu-sei-nao-voltam-para-casa.html' title='Filhos, eu sei, não voltam para casa'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-q9Et8DPBQIk/TrgAAYjHIiI/AAAAAAAAAFo/4E0bldGmNtw/s72-c/artigo+k.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2525453822173331369</id><published>2011-10-10T07:28:00.001-07:00</published><updated>2011-10-10T07:28:30.734-07:00</updated><title type='text'>Diário de Espanha e Guernica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeira vez que fui a Madrid o Museu Rainha Sophia estava fechado. Vi as As Meninas de Velásquez e o Jardim das Delícias de H Bosch, no Prado, mas, na lista do que me prometi fazer desde que deixei o carro de boi e a luz do candeeiro, lá na roça, faltou Guernica. Voltei à Espanha quinze anos depois. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Domingo fui ver Guernica, de Picasso, inspirado na destruição da cidade basca pelos alemães, a pedido de Franco. O mural, cubista, em cinza, preto e branco, feito para uma Exposição, em Paris, tem segurança permanente. A sequencia de sua criação, fotografada por Dora Maar, a quarta das suas sete esposas, está exposta em frente. Picasso dizia:” No, la pintura no está hecha para decorar las habitaciones. Es un instrumento de guerra ofensivo y defensivo contra el enemigo. ("Não, a pintura não está feita para decorar casas. Ela é uma arma de ataque e defesa contra o inimigo."). Guernica foi escolhida por ser desprotegida e dizem que, além disso, “abrigava um velho carvalho embaixo do qual os monarcas espanhóis ou seus legados, desde os tempos medievais, juravam respeitar as leis e costumes dos bascos, bem como as decisões da batzarraks (o conselho basco)”. Era o que Franco precisava para uma lição na autonomia regional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era 26 de Abril de 1937, uma segunda feira de feira livre, fim de tarde, quando os sinos anunciaram o ataque dos aviões Heinkels-11 da Legião Condor, da Luftwaffe. O primeiro ataque aéreo da história contra alvo civil durou 2.45 h, com bombas, inclusive incendiárias. Quase 40% dos 7 mil habitantes foram atingidos. Os que fugiam eram caçados com metralhadoras. No diário de guerra anotou-se: "O tipo de construção das casas fez com que a destruição fosse total. Ainda se veem os buracos das bombas na rua. Simplesmente fantástico."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Maio a Prefeitura de Guernica emitiu uma nota: “Guernica foi ferida, mas não morrerá. Da árvore brotarão novas folhas verdes em toda primavera; seus filhos a ela retornarão; suas casas serão reconstruídas, suas igrejas escutarão novamente seus hinos e preces... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guernica, o símbolo de nossas liberdades nacionais, e o símbolo da ferocidade do fascismo internacional, não pode morrer."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Junho de 1937 Picasso expõe a obra. Alguns dizem que ela começou como um quadro de um toureiro morto e foi concluído como Guernica. Como lenda dizem que, em 1940, um oficial alemão, diante de uma foto do painel, perguntou a Picasso se ele tinha feito aquilo. O pintor teria respondido: "Não, foram vocês”. O que importa é que ao fim Guernica era Guernica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Picasso especificou que o quadro só deveria voltar a Espanha quando ela fosse uma democracia. Só em 1981, após a morte de Franco em 1975, os espanhóis receberam Guernica, “el último exiliado”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O painel expressa a agonia da guerra, a inata brutalidade. É possível ler sobre os aspectos técnicos, mas longe de mim discutir arte. O que me fez contemplar longamente a pintura é esta tentativa nunca satisfeita, concluída, nunca saciada, de entender os limites da ação do homem contra o homem. A libertação da fúria, o horror, o caos, o anúncio que se fazia ao século de um novo poder mortal. A dor que emana das figuras, a mulher na escuridão, o homem de braços levantados, o cavalo em agonia, a mãe com o filho morto, a figura mutilada, me angustiam, e me deixam perplexo, embora saiba que nada do que é do homem nos é estranho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chovia fino, talvez proposital, quando saí do Museu e, não sei se mais humano, ou menos, fui caminhar pelas ruas da inocente Madrid. Dia seguinte iria para Salamanca, Patrimônio da Humanidade, conhecer sua Universidade. Guernica, o manifesto estético de Picasso, agora, viaja a vida comigo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2525453822173331369?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2525453822173331369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2525453822173331369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2525453822173331369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2525453822173331369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/10/diario-de-espanha-e-guernica.html' title='Diário de Espanha e Guernica'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2738941466631164855</id><published>2011-08-29T07:40:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T07:50:11.084-07:00</updated><title type='text'>As coisas de Luísa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aC-WR7UvgTc/TlukqmRIMhI/AAAAAAAAAFk/Vd_T80Ts8E4/s1600/DSC01373.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" qaa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-aC-WR7UvgTc/TlukqmRIMhI/AAAAAAAAAFk/Vd_T80Ts8E4/s320/DSC01373.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha filha tem idade incerta. É algo entre as fantasias da infância e a realidade de adulta. Meio distância –pois exige ser grande-, meio proximidade -pois não abre mão do afeto protetor. Tem dias que discute comigo, acaloradamente, seus textos filosóficos e sociais da escola e outros que me busca desesperadamente para não atrasar na ida ao salão, nesta difícil arte de equilíbrio entre o útil e o belo que as mulheres encarnam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes ela me conta que economizou um torpedo de celular, noutras ataca meu cartão com a voracidade dos cupins porque precisa de uma roupa única para determinada festa. Que nem sempre vai. Já pedi que ela poupe no cartão e abuse no torpedo, mas ainda não a convenci. Pelo menos da parte do cartão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela é alguma coisa de guerra e paz. Capaz de indignações beligerantes e homéricas contra uma injustiça e reparações urgentes, como um dia que ligou pedindo que alguém fosse levar uma torta em minutos, ao colégio, para comemorar o aniversário de uma colega que estava sozinha por dificuldades familiares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela me lê no jornal, opina, e me acha mais do que sou, esta recompensa e benesse que a inocência da admiração lega a alma dos pais. Ela chora nos filmes e me telefona desesperada para ir logo para casa porque está vendo uma série de TV que dá medo e ela torce pro galã, ah mulheres!, e não quer ficar só. Ela promete que vai acordar um domingo bem cedo e vai pra roça comigo montar a cavalo e saber tudo do cheiro do rio e que nunca vai deixar de cuidar das árvores e do capim quando eu não passar mais de memória. Ainda não conseguimos chegar neste dia e fico tentado, seriamente, em plantar bambu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda semana, quando faço feira, ele me manda uma lista de comidas condenáveis sob todos os aspectos abdominais e de saúde e ameaças terríveis se não comprar. Mas ela estuda sem ser obrigada e deixa de ir à festa porque precisa estudar e eu não tenho como negar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro, ela tem vocação fotográfica, centenas de foto na net e de amigos nas redes sociais. E é multifuncional. Escreve no computador, fala no telefone, conversa via net, com a mesma pessoa. Ao mesmo tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela me faz rir com os micos da espontaneidade e já me disse umas quinze mil coisas que são um dos seus sonhos. E me diz que precisa ir estudar em Salvador, ano que vem, porque senão será como se não tivesse crescido. E cada dia, deste ano, se faz uma longa e doída despedida, que o mundo é menos mundo sem ela no cotidiano. Mas lembrarei que fomos juntos a todas as Micaretas, inventamos lendas, que vi vários shows de sertanejo por ela e que a ensinei a andar numa bicicleta alugada, numa ruazinha a meia-noite, na levemente fria Paris. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, grande, diz que vai pra balada, mas, às vezes, pequena, como esta semana, vem dormir em minha cama. Com seu jeito expansivo botou a perna por cima e me deu a mão, por vontade, ou acaso, não sei, na madrugada. Acordado, fiquei imóvel para que a forma não se desfizesse e o encanto durasse. Deus, por motivo absolutamente inexplicado, manteve-me respirando depois disso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2738941466631164855?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2738941466631164855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2738941466631164855&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2738941466631164855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2738941466631164855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/08/as-coisas-de-luisa.html' title='As coisas de Luísa'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aC-WR7UvgTc/TlukqmRIMhI/AAAAAAAAAFk/Vd_T80Ts8E4/s72-c/DSC01373.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-8716545647877028843</id><published>2011-08-19T04:22:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T04:24:45.856-07:00</updated><title type='text'>INDIGNAÇÂO - Reage Cidadão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-af2vpRXTlWc/Tk5HOsuAwrI/AAAAAAAAAFg/G-CoaW8CTWs/s1600/anuncio+tribuna.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" qaa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-af2vpRXTlWc/Tk5HOsuAwrI/AAAAAAAAAFg/G-CoaW8CTWs/s320/anuncio+tribuna.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Campanha do&amp;nbsp;Jornal Tribuna Feirense. Texto nosso e produção do anúncio de Xiko Melo da Mercado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O brasileiro precisa indignar-se se não quiser que o futuro chegue tarde demais. É histórico que avanços e retrocessos, em todos os campos, são cíclicos. O avanço da economia, associado aos péssimos, ainda, índices de educação e informação que afeta a maioria - uma contradição em si, diante da expansão da comunicação - estão se tornando um salvo-conduto para um dos mais graves momentos de degradação da prática política, administrativa e institucional do país. Seja no âmbito municipal, estadual ou federal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ascensão de um governo que representava a esquerda - ou uma esperança de esquerda - aos vícios mais torpes do poder contribuiu de forma relevante para agravar a deterioração da práxis política. A defesa intransigente e simbólica que seu líder maior - o ex-presidente Lula - faz dos que cometeram erros morais, o constante incentivo do desrespeito à lei e à Constituição, à história, além da leniência e compactuação com as mais atrasadas lideranças - cumplicidade que não pode ser justificada pela governabilidade de um Presidente que detinha recordes de aceitação popular-, envenenam a Sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sensação de que os Códigos de Leis são incapazes de produzir punição real e recuperar recursos roubados aos borbotões funciona como alento ao que usurpam o poder em benefício próprio. Além disso, a compra dos movimentos sociais com generosas verbas - da UNE ao MST e Centrais Sindicais- eliminou forças que sempre estiveram na linha de frente das cobranças e eram mobilizadoras da indignação popular. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A opção pela alegria, seja como for, e não pelo enfrentamento, tão típico da alma do brasileiro, a sensação que o resgate social promovido pelas migalhas dos planos assistenciais representa grande avanço e o destaque do Brasil no cenário mundial, vendido como um espetáculo do crescimento, não podem mascarar o descontrole do Estado e a quase completa destruição do papel do Senado e da Câmara como espaço perene de ação política. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O brasileiro precisa compreender que a política, como ciência, como caminho para construção da nação, é sua responsabilidade. Não podemos compactuar com governos corruptos, incapazes administrativamente, que estupram sigilos, saqueiam o futuro de nossas famílias, e o presente de nossas vidas. Precisamos reagir, expulsar, das Câmaras, das Prefeituras, das Assembleias, dos Governos, do Poder Central, políticos que ficariam melhores no cárcere que exercendo mandatos. Para isso, necessitamos de Polícia sem manipulação, leis mais ágeis e exigir resolutividade do Judiciário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos aceitar o aparelhamento improdutivo da máquina pública, nem as sofisticadas quadrilhas, de qualquer matiz, que roubam nossos impostos e serviços, e nos espoliam sempre mais, insaciáveis. Temos de acusar e apontar nas ruas aqueles mercadores que fazem da política, barganha, trapaceiros que curvam a coluna ao dinheiro e às ambições. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devemos repudiar partidos que se estruturam como lojas de vender convicções e buscar identidade ideológica, mínima ao menos, pois sua falta tem produzido apenas servilismo e adesismo oportunista. Precisamos enfrentar o autoritarismo que tenta amedrontar e punir a falta de coerência com a recusa ao voto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos nos acomodar ao desalento da falta de opções. Lembrem-se, brasileiros, que somos responsáveis pelo país, cidade, qualidade de vida que vamos legar aos filhos, e pelas facilidades e custos que eles encontrarão. E a vida os punirá se formos omissos agora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jovens, precisamos de homens. Estejam à altura para escolherem o país que querem ter. Pais, sejam exemplos. Não podemos ceder, nem ficar indiferentes. Vamos nos indignar e mostrar que ética, caráter, honra e honestidade ainda são motivo de orgulho. Por minha aldeia melhor, por um Estado eficaz, por um Brasil maior. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-8716545647877028843?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/8716545647877028843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=8716545647877028843&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/8716545647877028843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/8716545647877028843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/08/indignacao.html' title='INDIGNAÇÂO - Reage Cidadão'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-af2vpRXTlWc/Tk5HOsuAwrI/AAAAAAAAAFg/G-CoaW8CTWs/s72-c/anuncio+tribuna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2160964146345952669</id><published>2011-06-27T08:28:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T08:28:34.134-07:00</updated><title type='text'>Querido Diário - Chico Buarque</title><content type='html'>Hoje topei com alguns&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conhecidos meus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dão bom-dia [bom-dia], cheios de carinho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dizem para eu ter muita luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ficar com Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles têm pena de eu viver sozinho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a cidade acordou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda em contramão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens com raiva,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;buzinas, sirenes, estardalhaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à casa, na rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;recolhi um cão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que, de hora em hora, me arranca um pedaço &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pensei em ter religião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma ovelha, talvez,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fazer sacrifício&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma estátua ter adoração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar uma mulher sem orifício &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, afinal, conheci o amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era o amor, uma obscura trama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não bato nela, não bato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem com uma flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas se ela chora, desejo-me em flama &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Querido diário”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o inimigo veio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;veio me espreitar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armou tocaia lá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na curva do rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe um porrete, um porrete a “mode” me quebrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eu não quebro não, porque sou macio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir aqui:&lt;br /&gt;http://letras.terra.com.br/chico-buarque/1911622&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2160964146345952669?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2160964146345952669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2160964146345952669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2160964146345952669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2160964146345952669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/06/querido-diario-chico-buarque.html' title='Querido Diário - Chico Buarque'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-7555222560519329080</id><published>2011-06-25T11:01:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T11:01:10.863-07:00</updated><title type='text'>Declaração</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-q0HD8yxtq8w/TgYiSWZh0iI/AAAAAAAAAFc/RZIwo2xR3ko/s1600/6741435_rene_magritte_cultura_312_418.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" i$="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-q0HD8yxtq8w/TgYiSWZh0iI/AAAAAAAAAFc/RZIwo2xR3ko/s320/6741435_rene_magritte_cultura_312_418.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Rene Magrite&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Darei amor verdadeiro as prostitutas que cobram por sua hora de mentiras, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;amarei imortalmente as interesseiras e as que mentem da forma mais sincera, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;me abandonarei nos braços das mulheres fáceis e daquelas sem memória no dia seguinte &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e permitirei que minha alma seja irremediavelmente tomada por aquelas a quem desprezo, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;escreverei versos de paixão às que fizerem do meu sexo, a sua repulsa, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;guardarei entre os guardados de uma vida toda a infame que me roubar a fé definitivamente e o linho de &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;meu coração, para que, assim, me impeçam de continuar a ser teu ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-7555222560519329080?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/7555222560519329080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=7555222560519329080&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7555222560519329080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7555222560519329080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/06/declaracao.html' title='Declaração'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-q0HD8yxtq8w/TgYiSWZh0iI/AAAAAAAAAFc/RZIwo2xR3ko/s72-c/6741435_rene_magritte_cultura_312_418.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2890741027925980381</id><published>2011-05-09T10:10:00.000-07:00</published><updated>2011-05-09T10:10:52.496-07:00</updated><title type='text'>Desarmamento Vaginal</title><content type='html'>A vantagem do Brasil é que os políticos são previsíveis e, entre o superficial e o profundo, sempre irão preferir o cosméstico, que não mude nada. Ou que finja mudar, enquanto tudo permanece como está, pois o brasileiro odeia enfrentamentos. A nova Campanha do Desarmamento é prova disto. Não que não seja meritória como educação, conscientização e mais um cabedal de boas intenções das quais o inferno está abarrotado. O cinismo é ela estar sendo usada como uma resposta à tragédia de Realengo, no Rio. Com a sensação de culpados, mas incapazes de lidarmos com as reais causas da violência, optamos por uma medida que dá a impressão de estamos agindo, liderada pelo boquirroto Senado Federal. Além disso, ela faz com que o governo repasse ao cidadão uma responsabilidade que é sua. A Campanha não fará recuar em um dígito sequer a violência, e tragédias como aquela, individuais, não se resolvem com vaselina e propaganda. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora seja incrível que pessoas sem experiência em luta e que se dizem incapazes de matar uma mosca - as moscas duvidam - queiram ter uma arma, não é a existência delas que faz as mortes, excetos as acidentais, como mostra o mundo inteiro. O que tece as mortes é a desvalorização do humano, a desimportância progressiva da vida – que só se resolve com educação - e a impunidade. É a lei sinuosa, flexível. A proibição não impedirá a quem quer ter uma arma de tê-la, exatamente porque o governo, omisso, cúmplice, não combate a entrada e a circulação de armamentos no país. Dados do Rio mostram que 60% das armas no Morro do Alemão são de uso restrito da Polícia e Militares e 77% delas são estrangeiras. Nossa fronteira é monitorizada por boato enquanto o delivery-arma faz sua entrega com motoboy, de países vizinhos. Enquanto isto a Polícia Federal tem seus recursos cortados, o VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) não decola por falta de gasolina e o governo mostra-se incapaz de exigir e criar uma política de ação regional com as nações contíguas e fornecedoras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Desarmamento trará outros problemas ao governo. Guarda-chuvas, foices, canetas, facas, automóveis, chumbinho, cartão de crédito, granadas, porretes, incêndios, entre outros, têm sido usado como armamentos, o que nos obrigaria a proibir de isqueiros a espetinhos de churrasco. Sem contar que, por estes dias, uma mulher lubrificou a vagina com veneno e pediu que o marido fizesse sexo oral, o que nos coloca diante de uma verdadeira emergência nacional. A partir de agora, toda mulher será considerada armada e perigosa, portadora de arma de fogo. Nos casos das brancas será pior, por terem dupla letalidade, já que além de arma de fogo serão arma branca. Não sabemos o que o Ministério da Justiça recomendará. Abstinência, roleta-íntima, ou se, ao invés de ginecologistas, as mulheres passarão a ser examinadas por especialista em armamento químico e receberão um alvará temporário, ou, ainda, se serão distribuídos kits-teste junto com a camisinha-colete para serem usados nos encontros carnais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada contra a Campanha do Desarmamento, a educação continuada e os otimistas envolvidos. O que ela não pode abafar é a inércia governamental que faz do tráfico uma ação lucrativa, e da leniência das leis uma tentação ao crime. Nós precisamos é cobrar, exigir ações firmes, sólidas, profundas e não pontuais. Mais objetividade e menos discursos. Além, é claro, que o STF defina, de forma urgente, se, ao iniciarmos um combate sexual, embora rigidamente armados diante daquela atração potencialmente letal, a mulher poderá nos matar alegando legítima defesa. Afinal, nossa munição acaba enquanto a delas é inesgotável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2890741027925980381?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2890741027925980381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2890741027925980381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2890741027925980381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2890741027925980381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/05/desarmamento-vaginal.html' title='Desarmamento Vaginal'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-867582019219245556</id><published>2011-05-02T07:00:00.001-07:00</published><updated>2011-05-02T07:00:49.709-07:00</updated><title type='text'>O apoteótico desfile do Tracajá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bloco que é bloco tem sede em bar e não em lojinha com ar condicionado, por isso o Tracajá, o mais alternativo dos alternativos, concentrou-se na Casa do Sertão, o restaurante e território regional, de Getúlio, de meio dia em diante. Chego por lá e percebo a inovação. Enquanto Carlinhos Brown fez o camarote andante o Tracajá fez o bloco estacionado, que tartaruga que se preza odeia movimento. A média é de um folião por músico, mas logo isto vai se invertendo. O pré-abastecimento de cerveja corre solto, para prevenir as intempéries da avenida. A TV vem filmar e Reginaldo Pereira, criador, articulador, caixa e bandeirinha, junto com Cristovam Aguiar, tentam fazer a todo custo que os foliões se levantem e juntem-se à orquestra sinfônica do Tracajá. A orquestra tem viola, violão, trompete, sax, violino, triângulo, acordeom, zabumba, percussão, tuba. A zona instrumental mais afinada de Feira. As tartarugas, ainda desconfiadas, se mexem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao chegar no portão de entrada falta a lista das atrações aos fiscais da prefeitura e somos barrados. A polêmica começa. Uns dizem que devíamos subir a Getúlio Vargas, outros dizem graças a Deus que o desfile foi só 30 metros. Telefone pra cá, pra lá, o secretário Alcione Cedraz aparece e comete a loucura de nos liberar e o que é pior, desfila junto. O bloco, contra todas as probabilidades, se move. A primeira baixa foi Ildes Ferreira que desapareceu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosidade e admiração são o que desperta o lento mover-se do Tracajá. Foliões vão chegando e a banda consegue alguma ordem regida pelo maestro Asa Filho com uma batuta de alecrim. Ele promete que no próximo ano vem de fraque. Lampião vestido de lampião ao lado de um artista vestido uma fantasia de Charles Albert saem na frente do trem de apoio, que Tracajá não tem scaniazinha de apoio não, tem é trem. A imprensa e vendedores de bebida assediam o bloco. Maura Sérgia diz que ano que vem tem o TracaBar. Para quem pensa que o bloco é pouco só a Comissão de Frente, em determinado momento, tem o prefeito José Ronaldo, o ex José Raimundo, os deputados federais Fabinho e Colbert (um dos mais animados foliões), o Secretário de Comunicação, o de Cultura, o ministro cubano, um coronel do exército. Agora me digam que bloco tem esse abre-alas? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o desfile não foi só alegria. Momentos difíceis aconteceram. O primeiro quando entramos no fechado corredor dos camarotes e alguém abriu uma saída de emergência. Foi um pânico pelo medo da debandada dos foliões já que Tracajá não reproduz em cativeiro, daí porque muitos não tem filhos no casamento. Edson Borges, cansado, gritava: dobra pro Zequinha, dobra pro bar do Zequinha. O segundo foi quando apareceu uma sombra fazendo o bloco bandear todo para um lado e empacar, que tartaruga, como vocês sabem, detesta sol. Com muito esforço o bloco andou. Já no fim do corredor chega o deputado Zé Neto. O terceiro momento foi quando passamos em frente aos sanitários da rodoviária e o bloco sumiu. Pensamos que tinham sido abduzidos por algum ET ou recolhidos pelo Ibama, mas foi apenas uma concentração dentro dos banheiros que tartaruga bebe muito, mas tem bexiga pequena. Um repórter me pergunta: e aí César só musica boa no Tracajá não é? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respondo: é verdade. Aqui não tem música de boquete, chupa toda, nem agachadinho, até porque, pelo estado dos foliões, se alguém der uma agachadinha não levanta mais. Vai ser o primeiro caso de tartaruga atolada no asfalto e o cara só sai de ambulância. Cristovam Aguiar relata sua preocupação com a altura do som, especialmente o violino e o violão, temeroso de reclamação do Meio Ambiente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao chegar depois da rodoviária Reginaldo Fotografia decreta o fim do desfile, por falta de combustível cifrônico para a orquestra. Argumento que povo está na Presidente Dutra e o Tracajá tem que ir onde o povo está. José Raimundo e eu discutimos com o Maestro e acerto, com dispensa de licitação, pela urgência, um aditivo maior do que o reajuste do funcionalismo federal, para seguirmos até a Casa de Saúde Santana onde metade dos foliões receberá meio-viagra e a outra uma guia de internamento. Com cento e cinqüenta boas razões o Maestro desbaratina e a orquestra puxa Bananeira Chora. José Raimundo assume o comando da linha de passistas com o talento que Deus lhe deu para a dança e o Tracajá desfila garboso pela avenida. O povo aplaude o espetáculo. Alguns recomendam internamento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando próximo a Casa de Saúde alguém grita: só a polícia pode nos deter agora. A polêmica recomeça. Metade que seguir até o Rio Jacuípe a outra quer ir fazer um São João antecipado em Serrinha. Diante do impasse o Maestro toca a saideira: o Hino a Feira. Muitos dão as mãos agradecendo a Deus pelo suor, a cerveja e nenhum ataque cardíaco. O entusiasmo e a alegria envolvem a todos. Vários choram. Alguns de emoção, outros pensando no que vão dizer quando chegarem em casa. Os sobreviventes, devido às condições gerais, embarcam no trenzinho infantil e descemos a Getúlio Vargas. No primeiro bar os remanescentes do bloco empacam e ficamos no Zequinha, com a banda, honrando o slogan: sede zero. O Brasil que bebe ajudando o Brasil que tem sede. Vou-me embora que ainda tenho que achar muita explicação. Ano que vem tem mais. O Tracajá foi uma apoteose!! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2003&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-867582019219245556?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/867582019219245556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=867582019219245556&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/867582019219245556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/867582019219245556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/05/o-apoteotico-desfile-do-tracaja.html' title='O apoteótico desfile do Tracajá'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5980429751908304369</id><published>2011-02-07T16:12:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T16:21:51.522-08:00</updated><title type='text'>Vontades vãs</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/TVCLfxd2vMI/AAAAAAAAAFY/PyrjolbAzqE/s1600/6741435_rene_magritte_cultura_312_418.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="238" src="http://2.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/TVCLfxd2vMI/AAAAAAAAAFY/PyrjolbAzqE/s320/6741435_rene_magritte_cultura_312_418.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Rene Magritte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abraço miragens. Arrodeio imaginários. Velo, devoto, as vontades vãs e caço as rotas do que te enlouqueçe. Atiço palavras ao teu ouvido como quem se lança na única tábua &amp;nbsp;de salvação. E nem sei quem tu és... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tua pele onde minha mão adormeçerá instintos e a boca aplacará fomes ancestrais não terá aceiros nem margens, ou pudores. Não conhecerei tuas santidades, nem recatos. E, no entanto, pode ser que nem existas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei dialetos. E perdições. Desconheço remissões para oferecer, mas , apesar disto, planto as flores mais vermelhas&amp;nbsp;em Setembro, me lavo de orvalho do capim, conheço os bichos da roça e ando de pés descalços na terra. E, nem prevejo se não antes de tarde demais, virá...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não te espero, nem parto contigo. Nada tomo que não seja meu na tua vinda.&amp;nbsp; Mas celebro os rituais mais sagrados e entrego as oferendas mais sinceras de mim pela tua concessão.&amp;nbsp; E nem sei se tu, nua, é real...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te farei altar de festas pagãs e devoções de amor. Que não pede, nem exige, apenas se faz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te sagrarei. Para te contar&amp;nbsp; minha história do mundo.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Se soubesse teu nome&amp;nbsp;e&amp;nbsp;quizesses&amp;nbsp; ouvir...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5980429751908304369?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5980429751908304369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5980429751908304369&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5980429751908304369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5980429751908304369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/02/vontades-vas.html' title='Vontades vãs'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/TVCLfxd2vMI/AAAAAAAAAFY/PyrjolbAzqE/s72-c/6741435_rene_magritte_cultura_312_418.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-4704526090977749397</id><published>2011-01-28T13:02:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T13:02:37.621-08:00</updated><title type='text'>Naufrágio</title><content type='html'>Meu naufrágio é tua pele,&amp;nbsp;&amp;nbsp;essa permanente rota de&amp;nbsp;&amp;nbsp;desvario e perdição. E quando me delito em teu ouvido em confissões indecentes, num dialeto de entrega e invasão, quando profano tuas esperas, é porque quero me perpetuar na tua falta.&amp;nbsp;E ficar tatuado nos instintos, nas reações primitivas de teu&amp;nbsp;corpo&amp;nbsp; insano. &amp;nbsp;Porque quando tiver de partir, de impossibilidade de amor, ou vida, cortado o fio pelas&amp;nbsp;deusas que tecem o&amp;nbsp; fio &amp;nbsp;do tempo, eu saberei que tu me plantará numa flor qualquer no canto do jardim, na frente do armário quando escolher um vestidinho que dançe ao redor&amp;nbsp;ti, quando se desequilibrar na bicicleta e teus braços buscarem amparo no vazio. E tua boca, esse abismo de ausência, na distância, esse aceiro a dominar todos os incêndios, quando oferecida, é minha cobiça e destino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te nomeio e tu me reinaugura. Te imagino e tento. Se vier o mundo será só enfeite...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-4704526090977749397?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/4704526090977749397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=4704526090977749397&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4704526090977749397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4704526090977749397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/01/naufragio.html' title='Naufrágio'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-7676970952228542403</id><published>2011-01-17T09:22:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T16:29:10.883-08:00</updated><title type='text'>Convite...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é tecida de flores nas manhãs de sábado&amp;nbsp;e lua na alma te debulho e espero. Tu, meu altar de palavras e rendição, minha cobiça e vontade. Porque sei das vastidões que te cabem e dos percursos de mulher que te permeiam,&amp;nbsp; te sagro e chamo, te convido ao improvável. E porque sei que a mais longa das vidas pode ser vivida em um instante me curvo ao teu ouvido,&amp;nbsp; te dispo dos pudores e te semeio fêmea imaginária. Para que tua pele se contorça da falta da minha mão e suas&amp;nbsp; ambições me inscrevo em tua memória, para que saiba&amp;nbsp; que não há rota de fuga sem que te percorra a eterna pergunta do que seria este encontro. Mas, se vier,&amp;nbsp; tua palavra inaugurará países e terras únicas,&amp;nbsp;como feitiço regenerador. O tempo será uma ilusão e a&amp;nbsp;eternidade durará a permanência&amp;nbsp;de tua boca. E tua beleza milimetrica,&amp;nbsp; o linho de teu cabelo solto &amp;nbsp;e os fios de mar selvagem e inexplorado de teus olhos, teu vestido a separar os meridianos de meu mundo, me fará inventar alfabetos, dançar na chuva, ler revista em quadrinhos, pular amarelinha, pois saberei que, sendo teu homem, tudo, até aqui, &amp;nbsp;terá feito sentido e razão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não importa o tempo que ficará.&amp;nbsp;O que te nomeio não carece de perenidade e sim de entrega. Nos teus poros,&amp;nbsp;como numa&amp;nbsp; rede de pescador, ao avesso, migro para dentro de você. Te&amp;nbsp; sagro vencedora...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para que, vencedora, ceda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-7676970952228542403?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/7676970952228542403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=7676970952228542403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7676970952228542403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7676970952228542403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2011/01/conviteou-dia-de-lua-na-alma.html' title='Convite...'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-1082110157431157668</id><published>2010-12-07T10:22:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T10:22:18.571-08:00</updated><title type='text'>O Cheiro dos livros...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As páginas dos livros recendem ao teu cheiro. Abrí-las é percorrer novamente o alfabeto de teus desejos, de teu amor. Como se as palavras fossem teu manto e veste única e a leitura dos dedos sobre as páginas tocassem tua nudez. Assim, outra vez, eu sacio tuas vontades e domo teus receios, inscrevendo meus sonhos, minha história do mundo, minhas necessidades de humano na tua memória. E, então, apaziguo minhas dores de homem, na delicadeza de tua pele, na inocência e abismo de tua boca, na paz de tuas coxas de dona. Sei que minhas guerras se renderam ao teu jeito de quem fia o mundo inteiro e à tua posse, de quem se inscreve inteira, completa e irreversível, nas terras do outro. E me farto desse teu cheiro, de mulher, que não me deixa. Que poreja e alucina. Banquete e escassez. E o perfume em cada folha alardeia, através dos tempos, teu nome a todos os cantos de tua ausência...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-1082110157431157668?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/1082110157431157668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=1082110157431157668&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/1082110157431157668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/1082110157431157668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2010/12/o-cheiro-dos-livros.html' title='O Cheiro dos livros...'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-7086290728401539882</id><published>2010-11-29T08:15:00.000-08:00</published><updated>2010-11-29T08:15:36.199-08:00</updated><title type='text'>Palavras..</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo porque as palavras, quando as sinto, tem frio. E precisam do calor dos olhos, do abrigo do papel, de proteger-se do inóspito, da rispidez com que as trato e, fora de mim, elas podem ser dóceis e acalentar-se de novos sentidos. Porque ditas, esvaem-se, exibidas, se transmutam, expressas, se recompõem. Porque do forno em que as liberto, ardem infernos, corre o Hades, há óleo fervente. Porque as firo com o martelo de Vulcano, na bigorna, dobrando-as, retorcendo-as, buscando uma obediência que elas nunca me têm. Porque as palavras, minhas, abrigam mortos, abrigam deuses e pecados, abrigam temores, risos escancarados e impróprios, sêmen a ser engolido, espesso, declaração de posse no cartório do céu da boca. Escrevo porque os desertos são vastos e lá apodreceram os inocentes, os mares são revoltos e lá todos os meus guias fizeram motins, porque os vendavais me atiçam, o desconhecido me alucina, porque as palavras copulam como devassas, messalinas, ninfomânas de sentidos, de reconhecimento, na minha alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo porque não sei, escrevo porque não me sei. Escrevo e nem sei se vale o escrito, porque já são outras as miseráveis que me dissecam, feito Harpias, com suas garras, a expor a carne, a anatomia das vísceras, os segredos de túmulo. Porque fiz cercas na infância, porque andei a cavalo, porque o carro de boi ainda canta o canto melancólico de suas rodas, dia e noite, porque as febres ainda não cederam, elas me dizem. Porque me ancoram, me sinalizam, me permitem manter a lucidez do outro, o que janta no horário combinado e cumprimenta os senhores e as leis. Porque não me preciso, porque me impreciso, porque ordenei massacres, porque fui aonde não deveria ter ido, pisei areias movediças, andei em labirintos e converso com fantasmas, porque tapeei Cérbero, o cão de três cabeças e beijei as bocas malditas, porque beijei as bocas, porque beijei e trago as impressões digitais queimadas nas labaredas do ventre, dado, da mulher. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque sofro de silêncios intermináveis, atávicos, porque conjuguei orações profanas, porque tenho distâncias impercorríveis entre o que sou e o que me faço ser, porque não me compreendo e nem me explico, eu me rendo às palavras. Porque elas são minhas rezas, meu xibiu, meu código, minha ponte levadiça, minha tábua de salvação, minha expiação, analgésico, comida, manto, tragédia e glória. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque assim posso dar mesmo o que não tenho, o que me é escasso, porque assim posso esperar que tu, fêmea, destino, busca, me salve da penúria...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-7086290728401539882?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/7086290728401539882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=7086290728401539882&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7086290728401539882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7086290728401539882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2010/11/palavras.html' title='Palavras..'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5497227052397668238</id><published>2010-06-12T11:13:00.000-07:00</published><updated>2010-06-12T11:18:21.323-07:00</updated><title type='text'>A Delícia dos Amores</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/TBPPUL3bvAI/AAAAAAAAAEU/urAQjmk49uA/s1600/J%C3%A1nos+Makray.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481953117129653250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/TBPPUL3bvAI/AAAAAAAAAEU/urAQjmk49uA/s320/J%C3%A1nos+Makray.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Janos Makray&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que os amores de hoje pareçam menos insensatos que os de antigamente e as paixões morram mesmo a pequenas distâncias, ao contrário do que dizia Camões. Mas isso que se finda "mesmo à mudança mais ligeira", como nos lembra Shakespeare, em seu soneto cento e dezesseis, não deve ser o amor. Certo que é difícil falar de amor sem cair no lirismo fácil, nas hipérboles, nas metáforas, mas é que este é mesmo tecido de metáforas, hipérboles, de lirismo desmedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Clarice tem razão: há coisas indestrutíveis, incapazes de serem aniquiladas pelo tempo, que nos acompanham pelo tempo da memória. Uma delas são as amarras entre um homem e uma mulher que viveram juntos, em comunhão, certos momentos. Vínculos criados por quem viveu um encontro, uma paixão, uma possibilidade antiga, como acontece quando se realiza um desejo remoto que, de repente, se faz chance, que se inicia por uma combinação de acasos, que viola princípios e limites e permite a uma mulher êxtases desconhecidos. E não deixa escolhas. Desejo ao qual se pode renunciar, mas não se pode esquecer, que não se desfaz como tatuagem temporária. Paixão que, mesmo finda, te acompanhará como um souvenir, um hiato, um ponto luminoso, um lugar dentro de você que não poderá ser reocupado por nenhum outro homem ou mulher e que reordenará tuas forças para continuar vivendo. Será irremovível a passagem de teu homem ou de uma mulher a quem você permitiu que decifrasse todos os seus mistérios, como uma sacerdotisa, e sentenciou todas as suas confissões, todos os longos anos de espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por mais que os tempos mudem e anunciem o apocalipse das relações há, ainda, parceiros que se entregarão rendidos ao ofício das palavras, que testemunharão com o movimento de seus corpos a coivara de desejos que os devora. Que irão além do indizível, pois terão tido a permissão de atravessar a cerca de espinhos da solidão alheia. É preciso, mais que nunca, apaixonar-se irremediavelmente, desfazendo as armadilhas do viver, olhando do avesso comum, deixando-se render pelo parceiro cuja alma é uma rodilha de feitiços. Por uma mulher cuja pele seja como um terreno de trigo exposto a ventos milenares que a moldaram e que tenha gosto de antigos mares extintos. Por um homem que se desfaça de todas as lições aprendidas só para lhe conceder todos os seus reinícios. Por uma mulher capaz de lhe fazer as doações mais íntimas, que lhe satisfaça, mas nunca o sacie, ou por um homem que faça com que você sequer se reconheça de tantas transformações que lhe provoca, ou das loucuras que comete. Como quem, indefeso ou indefesa, comete o pecado, apesar de conhecer as dores das condenações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É necessário amar uma mulher que deseje a dor de sua posse, como a dor que se tem vontade que não acabe mais. Ou um homem que se faça perda irreparável a cada mínima despedida, como se, de repente, todas as suas células estivessem subitamente fazendo uma mitose simultânea. E que a fome de ambos seja como uma erosão devastadora, que desrespeita a distância, as diferenças, os impedimentos.&lt;br /&gt;,br&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestes dias tão dissolutos, que se busque uma mulher que ande nua sob um manto de chamas e versos, e um homem que se condene, realizado, à escravidão da mulher que ama. Aos que encontraram, que o destino lhes seja favorável e sua história reverbere aos quatro cantos do mundo. Aos que ainda procuram, apressem-se, antes que já não se possa mais contar grandes histórias de amor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5497227052397668238?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5497227052397668238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5497227052397668238&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5497227052397668238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5497227052397668238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2010/06/delicia-dos-amores.html' title='A Delícia dos Amores'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/TBPPUL3bvAI/AAAAAAAAAEU/urAQjmk49uA/s72-c/J%C3%A1nos+Makray.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3013796584107701297</id><published>2010-04-30T10:37:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T14:26:58.172-07:00</updated><title type='text'>Exílio da cultura feirense</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/S9sXjeepE9I/AAAAAAAAAEM/2gthB5f4M2E/s1600/os-brasileiros1--10.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465988470988674002" src="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/S9sXjeepE9I/AAAAAAAAAEM/2gthB5f4M2E/s320/os-brasileiros1--10.jpg" style="height: 241px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;tela de Juracy Dórea&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura de Feira vive em permanente exílio. Na segunda cidade do estado não há projeto cultural definido, demarcação de identidade cultural ou otimização do potencial econômico, educativo e de valorização da vida que a cultura permite. Esta situação decorre, sobretudo, de não termos uma Secretaria de Cultura capaz de atuar como agente catalisadora das múltiplas manifestações culturais e unificadora dos atores do setor, exatamente por ser destinada à acomodação política o que impede sua ocupação por lideranças com domínio técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos, tivemos apenas uma política de eventos dispersos e desintegrados. Com a maior parte das verbas alocadas na Micareta -festa padronizada e mercantil- e no São João -cada vez mais desfigurado pelo axé-music-, restam pouco recursos para viabilizar ações culturais.&lt;br /&gt;A Fundação Egberto Costa não consegue cumprir de forma plena os objetivos de seu Estatuto, e a menina dos olhos - o Museu Parque do Saber-, apesar do eficiente diretor e de ser um bom espaço educativo e científico, não é, em essência, um instrumento cultural. A Secretaria de Cultura, esvaziada pela Fundação, dedica-se ao Esporte e Lazer. Culturalmente, tornou-se irrelevante e seus espaços de ação são limitados. Os teatros apresentam entraves funcionais, o fervente e insalubre Mercado de Arte está descaracterizado e transformado em mero espaço comercial, e o Museu de Arte Moderna, salutar criação de Juracy Dórea e José Raimundo Azevedo, está aquém do seu potencial. O Pró-Cultura é um projeto que não consegue tornar real a captação de recursos na dimensão exigida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O patrimônio arquitetônico vai sendo impiedosamente destruído, à exceção do Casarão dos Fróes da Motta salvo pela Fundação Senhor dos Passos que, aliás, realiza ações de preservação da memória, a exemplo do excelente acervo de filmes de curta duração que resgatou. E o Casarão dos Olhos D’Àgua que foi- vá lá- restaurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O agente cultural mais ativo é o CUCA, da UEFS, dirigido com competência por Selma Soares, que, apesar da limitação de recursos, desenvolve ações contínuas, como o Festival de Sanfoneiros, exposições, teatro, cinema de arte, Caminhada do Folclore, e algumas inovadoras, como o resgate do Bando Anunciador, Pôr do Sol, o Aberto do Cuca, entre outras.&lt;br /&gt;Apesar das inserções do CUCA, a UEFS, com sua massa cultural e pós-graduações, mantém certo isolamento, quando, por ousadia e obrigação social deveria mapear, discutir e oferecer uma proposta cultural não internamente, mas à cidade, sugerindo diretrizes aos órgãos efetores. Aliás, em recente conversa do Tribuna Cultural com artistas, sugerimos um encontro sobre cultura na UEFS que permitisse subsidiar estas diretrizes. A UEFS tem o dever e a capacidade de desenvolver projetos de pesquisa e captar recursos junto aos órgãos de fomento, direcionando-os ao estudo da cultural local e inserindo-se na comunidade de forma mais protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto ao estado, seu Secretário de Cultura desconhece Feira. Suas falas por aqui se revestem de mediocridade e indiferença. O Centro de Convenções segue inconcluso, sob um festival de desculpas esfarrapadas de suas lideranças. Já o Amélio Amorim é um monumento ao descaso e um desrespeito à comunidade e memória local. O teatro e as salas do CCAM realizam algumas atividades, mas o Complexo Carro de Boi segue um processo de destruição que só merece o repúdio da sociedade feirense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça Decameron fez sucesso aqui, mas é um retrato da improvisação. As cadeiras não têm numeração, a iluminação, bilheteiro, ingresso, água mineral, cadeiras, etc, são pagos pela produção. Os camarins são uma vergonha. Enfim, não temos um teatro que permita que produções mais elaboradas sejam trazidas, hoje um trabalho hercúleo de Edson Porto. A plateia de teatro, que já lota peças e shows, precisa de continuidade para que se mantenha cativa e se multiplique. É vergonhoso e absurdo não termos um teatro completo. O governo do estado poderia, ao menos, adaptar o Amélio, dando-lhe condições de funcionar como um espaço teatral de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É preciso agir. Que as Secretarias de Cultura e Educação ajam integradas, que a Fundação Egberto Costa seja pró-ativa, treine técnicos e coloque-os à disposição de quem precisa elaborar projetos para captar recursos, e fomente a participação nos editais, afinal a cidade será beneficiada. O mais importante, entretanto, é que a Secretaria de Cultura adquira porte, dimensão, estatura, para que seja capaz de colocar o estado, CUCA, UEFS, Secretaria de Educação, DIREC, CDL, Galpão de Arte, grupos populares, à mesa, e todos juntos discutam a imagem física, imaginária e identitária da cultura feirense, viabilizando um projeto integrado, único e permanente, que anistie a cultura feirense do seu degredo e permita o fim do seu exílio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3013796584107701297?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3013796584107701297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3013796584107701297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3013796584107701297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3013796584107701297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2010/04/exilio-da-cultura-feirense.html' title='Exílio da cultura feirense'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/S9sXjeepE9I/AAAAAAAAAEM/2gthB5f4M2E/s72-c/os-brasileiros1--10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-4601663538454868945</id><published>2010-04-15T12:05:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T12:10:35.440-07:00</updated><title type='text'>Receba a Galinha Pulando</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/S8dkfhyBM8I/AAAAAAAAAEE/jVoPr2AaVW8/s1600/Carlos+Augusto+-+EGJ+-+1+Foto+20x30+Fosca+-+(2).JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 219px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460443566016902082" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/S8dkfhyBM8I/AAAAAAAAAEE/jVoPr2AaVW8/s320/Carlos+Augusto+-+EGJ+-+1+Foto+20x30+Fosca+-+(2).JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é memória. Bioquimicamente, como dizem os cientistas, ou poeticamente, como creem os românticos, a permanência enfrenta o desenlace diário, em que o cotidiano vai aluindo o enlace amoroso e aproximando os finais. Sabemos que é do deslumbramento dos momentos a dois, que se vai compondo o feitiço das lembranças, os fios invisíveis que amarram uma vida na outra para as longas travessias. E que é da capacidade de completar o imaginário do outro, de criar instantes de arrebatamento, em cenários, textos, atos, que se constrói a imensidão do amor e se prepara o altar da moradia dos casais.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É claro que, em todos, e em especial no coração das mulheres, habita de forma inata a busca desta paixão definitiva, mas sabedores das fragilidades humanas e da volatilidade dos tempos modernos nós, pais, olhamos com angústia as descobertas de nossas filhas adolescentes. Afinal, todo pai cria a filha com desvelo de artesão, polindo-a com o balé, escola, idiomas, passeios, saberes e afetos, esperando que a vida lhe seja a melhor possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, torcemos para que não abandonem as bonecas - abandonadas; torcemos para que não encurtem os vestidos – encurtados; torcemos para que não sejam olhadas – olhadas; torcemos para não saber – sabendo; fingimos não ser verdade – sendo; torcemos para não serem beijadas – sendo; torcemos para não durarem seus romances – a princípio, incluídos apenas na moderna categoria dos “ficantes”, entidade abstrata sem vínculos funcionais ou dores amorosas.&lt;br /&gt;Mas é evidente que, com a cumplicidade das amigas, abandonados os primeiros temores, sinalizado aos pais que a vida tem um ciclo biológico a ser cumprido, ampliado o calendário de festas e eventos de modo geométrico e o guarda-roupa e o salto em extensões piramidais, eis que ela está pronta a ser conquistada.&lt;br /&gt;A partir daí a mãe funciona como uma ONG auxiliar, e o pai, como sistema automotivo e último agente de alforria. Estão incluídos uns pequenos truques, que os pais ouvem com cara séria e a fé mais improvável do mundo, sem deixar transparecer que fato similar já tenha acontecido no universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que, sábado destes, minha filha pediu-me para ir com amigas a um bar moderninho. Depois das seis horas de arrumação, e do caos no quarto, deixei-a lá com as colegas. Achei-a arrumada demais para encontro tão factual, mas a pulga atrás da orelha estava de ponto facultativo, e voltei para casa e fui tomar um vinho com amigos.&lt;br /&gt;A conversa ia rolando, quando ela me telefonou:&lt;br /&gt;- Pai, tu me ama?&lt;br /&gt;- Filha, pode ir direto ao assunto e pedir, que o risoto tá esfriando.&lt;br /&gt;-Afff! Sabe o que é, pai? É que um amigo disse que queria me levar em um show no Kabana”s. Nunca fui lá. Queria saber como é. Fique “de boa” que Amanda Almeida e Lucas Bulos (nomes fictícios) vão comigo.&lt;br /&gt;A menção ao local, com muita dança, e a frágil garantia dos colegas deveria ter me alertado. Mas, todo trabalhado no vinho (conselho: se beber, não atenda a pedido de filha), concordei. Na real, percebi haver mais alguém. Mas, o amor pode surgir em qualquer lugar, e pensei que podia ser pior.&lt;br /&gt;Mais tarde, com alguma expectativa - e alívio, não nego -, fui buscá-las.&lt;br /&gt;- Filha, foi bom o show? Legal o cuidado desse “amigo“ teu em te levar em um espetáculo. Como era o nome da banda?&lt;br /&gt;Foi aí que ela me contou, e perdi o sono. Fiquei imaginando minha neta fazendo uma redação pro colégio, ou pedindo à mãe para tocar a música do encontro dela com o pai e perguntando quem estava fazendo o show - se Sinatra, Roberto Carlos, ou, vá lá, Victor e Léo. E a mãe respondendo:&lt;br /&gt;- Não, minha filha, ele me levou pra ver a banda “Receba a Galinha Pulando”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda não sei se economizo algum dinheiro para pagar o analista de minha neta, ou gasto-o comigo mesmo. Afinal, era indisfarçável seu riso de felicidade na manhã seguinte. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-4601663538454868945?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/4601663538454868945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=4601663538454868945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4601663538454868945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4601663538454868945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2010/04/receba-galinha-pulando.html' title='Receba a Galinha Pulando'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/S8dkfhyBM8I/AAAAAAAAAEE/jVoPr2AaVW8/s72-c/Carlos+Augusto+-+EGJ+-+1+Foto+20x30+Fosca+-+(2).JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3475297802471422050</id><published>2010-02-22T06:50:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T07:05:46.015-08:00</updated><title type='text'>As rosas proibidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/S4KdACdZCsI/AAAAAAAAAD8/W6NBf_daV74/s1600-h/Imagem+035.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441083923802688194" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/S4KdACdZCsI/AAAAAAAAAD8/W6NBf_daV74/s320/Imagem+035.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O século XX tem aí entre 1950 e 2000 o que considero os melhores cem anos da Modernidade. As grandes transformações comportamentais, da pílula à mini-saia, da variedade sexual à emancipação feminina, da revolução musical ao pouso na lua. Das descobertas e ações impactantes na saúde à avalanche de mudanças causadas pelos avanços da comunicação, do computador ao Iphone, da afirmação dos direitos individuais à globalização e falência dos modelos políticos, este século de cinqüenta anos não deixou pedra sobre pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Evidente que a tecnologia assume a dianteira do progresso indo da nanotecnologia ao desnudamento do Genoma e a brincadeira, inevitável, de “Deus”, que desponta com o iceberg das células-tronco. Mas, certamente, a navegação de mais longo curso, visceral e reveladora, deu-se na política e nos costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na política a falência dos modelos ideológicos que preencheram corações e mentes no pós-guerra - o comunismo na brutalidade da anulação individual arrastando milhões de mortos, e o capitalismo na selvageria do lucro sem limites, excludente de outros milhões-, serviu como alívio e esperança a quantos se enredavam em seus calabouços e muros e sobreviviam à boca do alçapão. Nos costumes, entretanto, é que as velas se abriram a todos os ventos. Assim que a mulher assumiu a liberdade de exibir o corpo de forma cada vez mais ostensiva e sem culpas e ganhou o salvo conduto para o sexo sem riscos que foi a pílula, a gangorra da repressão começou a se desequilibrar. As artes e a efervescência cultural criaram um novo “caldo cósmico” no qual a vida se recriou encontrando suas múltiplas formas de manifestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ambos os caminhos exigem liberdade para sua completa realização, individual, ou coletiva. Assim, por um lado, a democracia, ainda que por imposição econômica, e, por vezes, ameaçada, tornou-se um bem da banda civilizada. Por outro, o indivíduo, como um soberano, delimitou sua existência como o território de seu reinado, por vezes com muralhas intransponíveis. Apesar disto não apeamos universalmente de nossas antigas montarias, pois igualar-se no poder, ou no indivíduo, exige compartilhar, abrir mão da dominação, da satisfação pessoal, que por vezes só é conseguida suprimindo, cruelmente, ou egoisticamente, a do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem em todos os lugares, ou pessoas, a lua é um tear de memórias, os amores se reúnem em embornal de lembranças impagáveis e fazem suas celebrações se converterem em rituais de sal e promessas. De posse e permanência. Entrega e perdição. Agora mesmo, na Arábia, o governo proibiu que rosas vermelhas fossem vendidas e enviadas para comemorar o Dia dos Namorados.&lt;br /&gt;A liberdade não pode ser uma pétala que cede e cai e o poder não tem o bárbaro direito de criar aceiros para a única, derradeira função de homens e mulheres, que é amar furiosamente uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, porque amanhã ela pode ser incerta, semeia hoje, em teus jardins, ainda que avessos, como um jardineiro fiel, as rosas proibidas da mulher desejada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3475297802471422050?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3475297802471422050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3475297802471422050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3475297802471422050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3475297802471422050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2010/02/as-rosas-proibidas.html' title='As rosas proibidas'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/S4KdACdZCsI/AAAAAAAAAD8/W6NBf_daV74/s72-c/Imagem+035.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-1192887805662912041</id><published>2010-02-22T06:40:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T06:46:43.273-08:00</updated><title type='text'>A Revolução Urinária</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que foice e machado nada, a verdadeira revolução mundial é vesical. Ou melhor, como direi, peniana ao invés de freudiana. O fato é que nossos indômitos governantes acabam de tomar atitude injustamente ainda não reconhecida pela sisuda Academia de Estocolmo com o prêmio Nobel. Os prefeitos do Rio e Salvador, que andavam caindo pelas tabelas, decretaram um choque de ordem nos genitais despudorados que andavam a destruir monumentos e sujar as ruas. A partir de agora quem for pego com a mão na massa, quer dizer com a mão no criminoso, ou mesmo sem a mão, mas com o terrorista urbano a solta fazendo xixi na vias públicas, será preso. Sem fiança. No Rio, 49 mijões, o que, reconheça-se, é uma taxa baixa, menor que dos assaltos a bancos e batedores de carteiras, já foi presa neste fim de semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Salvador, que tem ritmo próprio, ainda não foi iniciada a Operação Genital. Ao que parece, frenéticas reuniões na Prefeitura tem sido realizadas para definir as brigadas de voluntários e como será feita a abordagem do meliante. Ainda não há consenso na PM se o réu deverá ser algemado, se o ato deve ser interrompido ou a Polícia deve assistir passivamente o fim do gesto criminoso, e se deve ficar de olho no bandido ou disfarçar para não ser acusado de violência, coerção moral e similares. Também não está definido como agirá a Tropa de Choque se o sujeito se sentir inibido com a platéia toda armada e não conseguir completar a ação: se ela dará um tapinha nas costas de apoio ou se vai dar uma voltinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um das ações que está prevista no decreto governamental é a realização do retrato falado de eventuais membros fugitivos. A Corporação tem reagido a idéia de ser testemunha no Tribunal e descrever diante do corpo de jurados e do público o calibre da arma e os pormenores de fluxo, velocidade, ângulo do disparo do jato, visto que tudo isto pode levar a identificação do verdadeiro transgressor e a liberdade de um “peru” ou uma “perereca” inocente. Afinal, não vamos esquecer, mulheres também tem rim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda não há consenso entre o MP e delegados como será a reconstituição do delito, em caso de dúvidas, e se a ingestão obrigatória de água para tal fim não invalidará a prova visto ter sido obtida, de certa forma, sob tortura. Cogita-se, aliás, como tem sido praxe nos governos atuais, de cercear o direito da imprensa de transmitir a reconstituição e filmar o réu, como se não fosse mais indecente o que já se transmite nos discursos políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Policia já alertou que não tem efetivo para cumprir a função o que vai levar a Prefeitura a criar seu próprio grupo de funcionários realizando concurso para Fiscal de Pinto (perdoem-me senhoras), gerando emprego e renda e provando que urinar ajuda a desenvolver a economia que, enfim, vai sair desta dicotomia de axé e desfile de escola de samba.  Ao que parece a seleção dos novos agentes exigirá boa acuidade visual e agilidade para segurar, digamos, o touro a unha, caso o delinqüente, na maioria das vezes minúsculo, essa é a realidade e cada um sabe da sua, tente se esconder na toca da calça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Está previsto que no carnaval, quando o crime prolifera, as mulheres serão alvo de ação especial visto que costumam agir em bandos que fazem uma rodinha enquanto a bandidona executa sua ação, por vezes abaixada e escondida pelo vestido ou abadá. Enfim,  a Sociedade Civil não pode ficar de fora do progresso. Seja você também um fiscal da moral pública e não tire o olho da braguilha ou sainha alheia. Ali pode se esconder um foragido da justiça. Avante Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-1192887805662912041?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/1192887805662912041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=1192887805662912041&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/1192887805662912041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/1192887805662912041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2010/02/revolucao-urinaria.html' title='A Revolução Urinária'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3966095202936993481</id><published>2010-02-05T12:24:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T12:31:45.759-08:00</updated><title type='text'>Da Estratégia das mulheres e a arte de guerrear</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A estratégia militar tem seus mestres ao longo da história. De Alexandre, o Grande, a Aníbal o Cartaginês. Do barão francês Antoine-Henri de Jomini passando por Napoleão, até os modernos organizadores das guerras eletrônicas. São reverenciados pela capacidade de criar estratagemas e táticas capazes de imobilizar o inimigo e lhes conceder a vitória, mas a verdade, é que nenhum general de dez estrelas chega aos pés do poder estratégico de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caso não tenha percebido, dedique-se a observar uma mulher quando fixa um objetivo a ser alcançado, especialmente se o mesmo diz respeito à presa indefesa do sexo masculino. Interrogue-lhes por meia hora e descobrirá a vastidão de artifícios, truques, disfarces, armadilhas, atos, ardis, negações, detalhes que elas usam como se estivessem manipulando exércitos e conquistando passo a passo as posições do inimigo, que acabam por assinar inevitavelmente a rendição, na cama, no altar, ou nos dois. É verdade caro leitor. A mulher determinada a conquistar seu príncipe encantado ou -vá lá que seja- o “sarado” da ocasião, aciona uma complexa rede de análises e combinações que sempre lhe conferem vantagem. Ou você ilude-se que conquistou alguma mulher sem que ela houvesse permitido antes? Você acha que em alguma ocasião conseguiu surpreendê-la, ao abordá-la, ou apenas cumpriu seu papel de visita esperada? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres possuem um sofisticado mecanismo de rastreamento de possibilidades, infinitamente superior a qualquer sistema de espionagem por satélite. Ao estrear em um ambiente, seja ônibus, bar, boate, festa, clube, ela rastreia todos os homens automática e inconscientemente, decifra-os, realça seus pontos fortes e pesa as fraquezas. Afinal é necessário que esteja sempre prevenida, contra eventuais abordagens, como um espião em alerta máximo. E se dedicarão, cúmplices, a trocar impressões com as amigas, embora muitas vezes, evite comentar exatamente aquele que lhe interessa, pois nem sempre se sabe o tamanho da cobiça de uma amiga. Em instantes desenharão a geografia de seu corpo, os vícios, a promessa de sexo inesquecível, de uma paixão torrencial, ou a ausência de futuro. Mesmo quando cede a uma relação que lhe doerá, será opção de sua alma, uma fraqueza, um pagar para ver, uma necessidade de risco, nunca um desconhecimento do parceiro, ou se preferir, adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando almeja um homem verdadeiramente, a mulher é capaz de mover céus e deslocar o eixo da terra para fazê-lo dela. Vasculhará listas telefônicas, recorrerá a todos os conhecidos, voltará ao local onde o viu, até conseguir o mais planejado dos encontros casuais. Antes, escolherá a roupa do encontro com tanta preparação quanto um soldado que vai enfrentar a batalha de sua vida, verifica seu uniforme. Da barriga ligeiramente exposta, a uma temporária tatuagem no dorso, no ponto exato onde a imaginação masculina perde o freio. Usará pulseiras como um farol sinalizador, e os olhos parecerão sonares rastreando o fundo do mar à caça do seu tesouro de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah. A inquietação e as dúvidas de uma mulher que espera o destinatário de suas intenções, em uma festa! O batom, o perfume, o cabelo solto sobre os ombros como uma moldura dos deuses, nunca lhe parece o bastante. Até que ela o avista e o cenário da batalha se incendeia. Não há como fugir, de sua despretensão intencional. Não sabemos com certeza, mas o corpo de uma mulher, neste instante, mais que feromônios, deve liberar alguma poção enfeitiçadora, que nos amolece a alma. Seus movimentos tornam-se lânguidos e tomados de irreversível sensualidade. Receptiva, ela fica a um passo de miar como uma gata em pleno cio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu riso será uma iluminura de estrelas em nosso destino. Ela se aproximará e sua aproximação acionará mecanismos tão complexos e sofisticados como se fossem dois módulos lunares se acoplando no espaço sideral. Se a conquista for dessas da convivência diária, ela lhe concederá pequenas visões de seu paraíso particular. Uma blusa desenhado os seios em ereção, as costas nuas fazendo vacilar suas convicções e, carga definitiva, capaz de romper a mais séria das linhas de defesa, as pernas bem torneadas sob um vestido de comprimento milimetricamente preciso, cruzadas e descruzadas, com a mais desleal das inocências. Com a boca úmida, lhe fará consultas sobre um livro, um dever, uma festa, um trabalho. Não importa. Manter-se-á próxima, com a proximidade de inimigo que se infiltrou entre suas tropas, buscando seus pontos indefesos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela descobrirá seus gostos, seus gestos, cantará sua música, lerá seus livros, em um mimetismo de borboletas em seleção natural. Dançará com você no que lhe parecerá uma dança, mas que é na verdade um ritual de acasalamento. Sua generosidade, seu companheirismo, será seu cavalo de Tróia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nós homens, óbvios e básicos, restará apenas morde-lhes a nuca até que suas pernas tremam e gozar as delícias com elas recompensam a nossa derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cesar Oliveira - Jun/2001 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3966095202936993481?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3966095202936993481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3966095202936993481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3966095202936993481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3966095202936993481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2010/02/da-estrategia-das-mulheres-e-arte-de.html' title='Da Estratégia das mulheres e a arte de guerrear'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-4212084992745043197</id><published>2009-12-29T18:40:00.000-08:00</published><updated>2009-12-29T18:47:41.100-08:00</updated><title type='text'>Carta a Italvar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Prezado Colega Italvar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estiverem lendo esta carta infelizmente estarei viajando e não poderei participar deste encontro contigo, que não é o primeiro, nem será o último. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O primeiro, lá se vão trinta anos, no começo dos anos 80, quando éramos todos invencíveis e sonhadores, no início da faculdade. Cada um de nós era resultado de suas próprias circunstâncias e oportunidades de vida, diversos e estranhos atirados em um espaço comum, numa busca de realização coletiva. Cada um era um, apenas, e, talvez, ali, só você era todos nós. Porque todo grupo precisa de um farol, um incendiário que desfaça os aceiros que os separam e estabeleça as pontes em comum, as pegadas de um mesmo passo. Um leitor de sentimentos que leia as diversas diferenças e as torne menores aproximando os extremos, os que se distanciam por diferenças de opinião, condição social, comportamento, hábitos, ou mesmo por simples inibição pessoal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos de faculdade o papel sempre foi seu. A irreverência, a molecagem de boa índole, a opção pela alegria no estado puro, sua definitiva adoração pela vida, o trânsito livre entre todos da turma e seus subgrupos com os quais dialogava com a mesma simplicidade e afeto, fizeram com que seu nome se tornasse uma unanimidade, e, ao contrário do que dizem, aprendemos que nem toda unanimidade é burra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na geometria das relações você não tinha arestas, nos retratos não tinha poses convencionais, no cotidiano seu ritmo era voraz. Talvez, por algum destes mistérios que o destino não explica, as três deusas que tecem o fio da existência te avisassem que a vida era para ser vivida com urgência, sem pausas, com todos os seus encantos, assentada no riso e na amizade, marcada pelo astral elevado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de formados continuamos dependentes de sua iniciativa para as reuniões de turma, organizadas, animadas e perturbadas por você. E, nestas ocasiões, onde estive em umas e outras não, o profissional se refazia aluno, o moleque reencarnava no doutor, o agregador encontrava-se com o melhor de si próprio e nós todos, alegres e inocentes, contagiados, nos refazíamos em brincadeiras e lembranças, em saudades e risadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando veio a notícia de sua adversidade, tão jovem, todos nós compreendemos o salto no trapézio, o malabarismo necessário para sua persistência e acusamos a injustiça. Na companhia dos mais próximos, no silêncio dos mais distantes, torcemos, ansiamos e os que tinham seus Deuses oraram. Acompanhamos cada informação repassada boca a boca. Alegrávamo-nos nas positivas, entristecíamos nas negativas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até que a notícia última nos chegou. Ouvimos, de certa forma, como órfãos. Ouvimos, de certa forma, como pais de uma falta. Ouvimos, de certa forma, como quem tem um revés e fica sem cais. Você tinha aprontado mais uma das suas e escolhido o 3 de Dezembro, dia de nossa formatura, para nos deixar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei bem dizer, dos que lá puderam estar, o que sentimos. A reunião, a tensão das falas, a irmandade do desamparo de quem partilha um bem e perda comum. É algo além de você, embora seja resultado do que você fez por nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que sua missa seja de paz e conforto. Talvez a gente se reúna de novo. Você não nos deixaria desistir disso. Mas fique tranqüilo. Aconteça ou não, seu lugar está garantido, pois cada um de nós irá te levar de alguma forma, sempre com a memória e saudade que só cabem aos que fizeram o encontro e companhia valer a pena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por ousadia digo ser esta carta de toda turma. De forma pessoal, minha e de Mayra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até companheiro. Obrigado. Um abraço, Césinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-4212084992745043197?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/4212084992745043197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=4212084992745043197&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4212084992745043197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4212084992745043197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/12/carta-italvar.html' title='Carta a Italvar'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3779348449560511586</id><published>2009-12-29T18:37:00.000-08:00</published><updated>2009-12-29T18:39:52.441-08:00</updated><title type='text'>Um ano dez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais que o ano que finda, com suas perdas e danos, suas glórias e gozos, é o que vem por aí que interessa. Por isso não permita que o ano que vem apenas aconteça em sua vida. Não o desperdice. Estalando de novo, ele é uma tabula rasa. Inscreva sua marca nas tábuas de sua lei e tente entregar um mundo melhor a todos os seus. È sobre tua pedra que se erguerão as maiores edificações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não se deixe levar pela aparência em detrimento do conteúdo, nem por discursos oportunistas que satanizam opositores apenas com o intuito de usurpar o poder e atender os próprios interesses seja de que lado for. Não ceda no seu direito de cidadão, não renuncie a sua liberdade -direito inalienável e inviolável do homem-, em troca de nenhum projeto revolucionário que apenas tece nova casta de dominadores. O homem é sagrado no seu livre-arbítrio e palavra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não se conforme com a mediocridade. Não se baste com quinquilharias oferecidas por governantes e não ceda à tentação das oportunidades fáceis. Não compactue com o erro, mas compreenda a limitação do humano e perdoe quando for preciso. Não tolere os corruptos, não reparta seu lar, seu convívio, com quem prefere a bajulação, a riqueza ilegal, a exploração da miséria alheia. Vire-lhe as costas. Negue-lhe o bom dia. Porque basta aceitarmos para que estejamos compactuando. Não é preciso enfrentamento para a recusa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não aceite a terrível leniência da justiça, a ocupação do poder – qualquer poder- para desvios, a polícia que prefere o crime à honra, a educação meia-boca, os serviços públicos mal executados. Exiga qualidade. Fiscalize e proteste, pois o dinheiro público roubado é suor do seu trabalho, é beneficio que não lhe chega. Não se deixe enganar por gente que não passa de detergente de agência de propaganda, não creia em discursos messiânicos, em salvadores de ocasião. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Exerça sua autoridade familiar, e autoridade não é violência, é transmissão de exemplos e princípios. Não deixe que os limites morais de seus filhos sejam invadidos e violados pela música, roupas, pelas imagens de baixo calão em nome de uma falsa liberdade, que é apenas mercantil. Repudie o que for apelativo. Não envelheça seus filhos precocemente. Não fique acuado. Uma sociedade se constrói do equilíbrio e respeito mútuo e não da permissividade. Não consuma os irresponsáveis que fazem apologia pública das drogas como símbolo de rebeldia e criatividade. Que reservem suas escolhas aos escombros de seus bastidores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não dependa da felicidade da farmácia. Seja atento e cuidadoso com os detalhes com você próprio e com os demais. Trate-se bem e estará pronto para fazer isso com os outros. Descole um tempo para as visitas e os abraços. Eduque-se. Não desista de aprender. Não somos nunca uma obra terminada. Não se deixe explorar por mercadores da fé interessados no seu dinheiro, não na sua redenção. Não aperte a mão de quem rouba, não abra a porta de sua casa a quem não merece respeito, a quem comercializa a dignidade ou o verbo, aos cúmplices da imoralidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sim, estamos em luta. A liberdade e a censura, a segurança e o crime, a educação e a ignorância, a devassidão política e a moralidade pública, a justiça e a impunidade, a família e a individualidade, o bem e o mal. Não deixe que o ano que vem te coloque do lado errado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seja feliz e faça com que este ano seja 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3779348449560511586?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3779348449560511586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3779348449560511586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3779348449560511586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3779348449560511586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/12/um-ano-dez.html' title='Um ano dez'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3875863115873098541</id><published>2009-11-30T14:51:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T14:55:09.135-08:00</updated><title type='text'>TUITADAS NA CRISE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Prudente é aquele que temendo o futuro faz logo o seu pé de meia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha ai, caso algum preso queira comer sua bunda, pense antes de dizer não, afinal o cara pode acabar presidente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em São Paulo R$ 40 milhões do DETRAN sumiram pelo DESVIO. Deve ter sido falta de sinalização&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O político brasileiro gosta muito de meter a mão na massa por ter a certeza que tudo acaba em pizza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aviso: quem for me dar Panetonne no Natal eu prefiro dinheiro para guardar na meia&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo brasileiro vai fazer um brechó na Embaixada de Honduras pra se livrar do mobília encalhada do Zelaya&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ao que se sabe Lula falou sobre o "Menino do MEP", mas parece que ele não levou o estupro &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;a cabo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste UNE, obrigada a conviver com as Chagas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Depois do vestido curto na UNIBAN e da briga pelo celular na FAAP, não tem mais dúvidas: o barraco universitário vai bombar no verão&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem foi roubado na esteira da academia em Vista Alegre ( Rio). Ao que parece não deu tempo nem de correr...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lula disse: "eu não fico sem buceta" . Vem ai o bolsa-xereca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-me uma amiga que o crepúsculo do macho tá tão acelerado que nem querendo dar tá se conseguindo receber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Depois de Itaipu os reprodutores, Lugo do Paraguai e FHC irão se encontrar para lançar a pedra fundamental de uma creche binacional para filhos de presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Lulinha Linhas Aéreas é a única que apesar de não ter programa de milhagem faz todo bilhete ter embarque premiado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Rio de Janeiro sempre lançando a moda do verão: primeiro foi a maconha em lata, agora é o apagão surpresa&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“EUA deveria ajudar China ir à Lua, diz Buzz Aldrin”. O perigo de botar chinês na lua é que no outro dia aparece uma cópia barata no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O governo anuncia que 53 Terreiros de candomblé de Salvador serão revitalizados. Ao que parece só falta o governador assinar o despacho&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução do homem é pura geometria. Começa como uma besta quadrada e acaba como um porco redondo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O tuiter é a Arca de Noé do apagão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aviso: Caetano acha o blecaute cafona&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3875863115873098541?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3875863115873098541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3875863115873098541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3875863115873098541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3875863115873098541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/11/tuitadas-na-crise.html' title='TUITADAS NA CRISE'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-6272951643387049478</id><published>2009-11-03T05:39:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T05:40:32.390-08:00</updated><title type='text'>A CRONICA DO JABOR</title><content type='html'>Blogs, Twitter, Orkut e outros buracos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um 'sub-eu' vagando na internet (Arnaldo Jabor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[fonte: jornal O GLOBO, Segundo Caderno, ter 03.11.2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou no Twitter, não sei o que é Twitter, jamais entrarei neste terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil "seguidores" no Twitter. Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser "celebridade"ou usamos esse anonimato irresponsável com nome dos outros. Tem gente que fala pra mim: "Faz um blog, faz um blog!" Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, no rádio e em jornais... Jamais farei um blog, esse nome parece um coaxar de sapo boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo no saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões "on line" e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação "em rede" para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas on line.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no Google ("googles" - olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no país, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para "talibanizar" de vez a América Latina. Temos de "funcionar" - não viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e websites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCRITORES FANTASMAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor perguntará: "Por que esse ódio todo, bom Jabor?" Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de e-mails me elogiando pelo que eu "não" fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam - "Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: "As muheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não fui eu...", respondo. Elas não ouvem e continuam: "Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: "Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite..." Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: "Ah... É teu melhor texto..." - e vão embora, rebolando, felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um "anti-spam" para bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o que eu "escrevi": "As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha sainda da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!" Luto dia e noite contra os cacófatos e jamais escreveria "cós acaba!" Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno... (dirão meus inimigos: "Finalmente, ele se encontrou...")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam as banalidades que me atribuem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre a mulher: "São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui "eu", a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adiantava desmentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre "ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem" ou outro em que louvo a estupidez, chamado "Seja idiota!"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior são os artigos escritos por inimigos covardes para me sujar. Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: "Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada, não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo, 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora... O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro - gosta de apanhar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior é que muita gente me cumprimenta pela "coragem" de ter escrito essa sordidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-6272951643387049478?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/6272951643387049478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=6272951643387049478&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/6272951643387049478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/6272951643387049478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/11/cronica-do-jabor.html' title='A CRONICA DO JABOR'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-4011622108171032543</id><published>2009-10-29T17:43:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T17:59:06.238-07:00</updated><title type='text'>Devaneio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não, não seguirei tuas ruas habitadas. Nada sei de todos.  O meu desejo é mandiga para te virar do avesso.  Por isso quero as linhas ocultas de teu corpo, as intocadas, as que, como orquestras, vibram em concerto, quando os dedos, ou a língua, recitam teu dialeto, na pressão exata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me rendo as promessas de ocasião, ou folhetim, que sabes  dizer. Não admito nosso santo nome dito em vão. Não ouço e não digo o que rola por aí. Mas quero seu ouvido para saciar as sílabas que trago na minha espera e exílio para compor - gelo deslizando sobre o nervo exposto-, os dizeres que não disse, as palavras de  amor e as devassas, as que se ocultam no teu imaginário de fêmea, para que seja amada e puta, aprendiz e dona do pedaço, feitora e escrava, nas tardes de abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa tuas andanças. Serei nomade deste início. Cruzarei teus meridianos, invadirei como barbáro as portas do relicário, por meu território. Onde te inauguro, me nomeio. Migro, e te sei de milagres, no que dilato e amplio quando me ofereço para tua doma, como se fosse eu tua mulherzinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dançe,  sem fios que te conduzam para fora do labirinto. De mãos dadas   faremos um pacto de sal e vinho, e nos atiraremos. E teu prazer em voar será minha única tábua de salvação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-4011622108171032543?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/4011622108171032543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=4011622108171032543&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4011622108171032543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4011622108171032543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/10/devaneio.html' title='Devaneio'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-6331141121970680660</id><published>2009-10-27T10:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T10:14:56.070-07:00</updated><title type='text'>Ilusões</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/SucqU8o06AI/AAAAAAAAAD0/4SogMmDvgP0/s1600-h/Mulher.+Riolan+Coutinho.+Pastel+sobre+papel.+70+x+50+cm,+1981+-+Reprodu%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 246px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397329217789945858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/SucqU8o06AI/AAAAAAAAAD0/4SogMmDvgP0/s320/Mulher.+Riolan+Coutinho.+Pastel+sobre+papel.+70+x+50+cm,+1981+-+Reprodu%C3%A7%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Mulher - Riolan Coutinho&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não é o que tenho que me pertence.&lt;br /&gt;Nem os seios que margeio&lt;br /&gt;Ou o que tem endereço&lt;br /&gt;e boca vândala de promessas.&lt;br /&gt;Nem o que tenho guardado&lt;br /&gt;-teu ouro do melhor-&lt;br /&gt;ou o que me é dado&lt;br /&gt;no altar dos sacrifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o que tenho que me pertence,&lt;br /&gt;pois meu verdadeiro é só o que me iludo ter. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-6331141121970680660?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/6331141121970680660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=6331141121970680660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/6331141121970680660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/6331141121970680660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/10/ilusoes.html' title='Ilusões'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/SucqU8o06AI/AAAAAAAAAD0/4SogMmDvgP0/s72-c/Mulher.+Riolan+Coutinho.+Pastel+sobre+papel.+70+x+50+cm,+1981+-+Reprodu%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-4421486675013677678</id><published>2009-10-23T09:36:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T09:49:44.927-07:00</updated><title type='text'>Quando ela diz te amo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/SuHeDkT5X5I/AAAAAAAAADs/gM0Hon_TKkA/s1600-h/A+maja+desnuda+-+Goya2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 370px; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395837981434666898" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/SuHeDkT5X5I/AAAAAAAAADs/gM0Hon_TKkA/s320/A+maja+desnuda+-+Goya2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; A Maja Desnuda - Goya&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/SuHdmqqRFHI/AAAAAAAAADk/rHpXcQgJysE/s1600-h/el_jardin_del_amor_65-rubens.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida sempre tem motivos para seu começo. Mas, como é breve e não há provas de sua reedição, convém evitar desperdícios. O que seria fácil se soubéssemos exatamente onde fica o marco zero. O cais do gênesis. Os ensaios de amor, a cantada original ou pelo menos a previsão de quando irá chover nas amendoeiras com a mulher certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, com a mulher de sua vida. Deixemos de fingimentos, ou de nos orgulhamos de quantos brinquedos de adultos podemos comprar, pois nada disso nos fará invencível, capaz de matar dragões, dançar a valsa vienense, ouvir milhares de vezes a mesma canção no CD do carro, comer tomate com orégano ou estourar a conta de telefone só para ouvir uma madrugada ela dizer que está pensando em você mais do que a lei e as normas de boa conduta recomendam. Ela é o que interessa. O resto, seja versos no jornal, a presidência da empresa, ou o carro do século, são só disfarces, nossa dança de acasalamento, baile nupcial, nosso rugido mais alto para chamar sua atenção, visto que, ficar nu, além de ser atentado ao pudor, pode causar decepções abdominais no mercado especulativo e sarado das conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o César, não eu que mal vivo de não embaraçar minha perna na outra quando danço, que corro risco de me afogar até em pote de mágoa, e nem lembro a placa do carro e morro de vergonha no estacionamento, mas do outro, romano, que foi, viu e venceu, aprendemos que, o vir, ver e vencer, é conquistar de forma irreversível e sem insurreição, o amor de uma mulher. É tornar-se a razão do seu choro quando viajar e, de outro, ainda maior, ao retornar, são e salvo, de um dia longe. Ou ela ser tomada por uma semana de tristeza incurável só por imaginar que poderíamos morrer antes dela, com este jeito devoto que só as mulheres sabem ter e que funciona como nosso programa de milhagem existencial, uma apólice que nenhuma outra emoção pode cobrir. E quanto nos fragilizamos como meninos e nos fortalecemos feito heróis quando ela murmura que a deixamos louca e que somos sim, muito, muito bons, como se tivéssemos sido aceitos como Cavaleiros da Távola Redonda. Ah, nós homens, pobres homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para a plenitude, ela exige sabedoria e doação, por isso é necessário que não venha tão cedo que ainda não saibamos as renúncias da cumplicidade nem tão tarde que os desenganos já tenham deletado nossas utopias. Porque se a perdemos é como um gineceu cinzento que nunca se desfaz em primavera. Perdê-la é não poder imaginar o sol abrindo a janela e acordando nossos olhos em comuns, a pertencência, a casa com os quadros e fotos na parede e as histórias no tapete, a mesa do jantar como a velha fogueira aonde se reuniam os antepassados, o parto e os filhos alinhavando a memória e os objetivos comuns, os abraços como os anéis de Saturno, o amor com perdão, o riso como a senha para devorar a esfinge do cotidiano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque há um alumbramento em toda terra, um desvio inexplicado de seu eixo, um destino que se remodela na oficina das divindades, ou diante dos peixes, o fio que as deusas que tecem a vida se retardam em cortar, um dialeto que se funda para o casal, uma aliança, um anel de esperanças e fogo, tatuando a posse. Porque há uma repentina onda de fertilidade e todos os úteros se tornam qualquer coisa de grávidos e o tempo de esperar se faz tua colheita. Porque há algo que, de repente, nos fecunda e cura nosso país quando ela diz te amo. Só quando ela diz te amo... &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-4421486675013677678?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/4421486675013677678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=4421486675013677678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4421486675013677678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4421486675013677678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/10/quando-ela-diz-te-amo.html' title='Quando ela diz te amo'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/SuHeDkT5X5I/AAAAAAAAADs/gM0Hon_TKkA/s72-c/A+maja+desnuda+-+Goya2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5566202926982049197</id><published>2009-10-19T09:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T09:43:06.585-07:00</updated><title type='text'>A mulher</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/StyV1g7fPGI/AAAAAAAAADU/yWBVkN5rYKc/s1600-h/MIDSUM~1.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 214px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394351200288062562" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/StyV1g7fPGI/AAAAAAAAADU/yWBVkN5rYKc/s320/MIDSUM~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Midsummer Eve - Robert Hughes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Toda mulher é uma língua. Própria. Um dialeto individual, composto de códigos e símbolos a ser percorrido, para ser perfeitamente vivido, em lentidão torturante. Ela é toda tecida de audição. Pois a mulher não ama o que vê, e sim o que ouve. Não ama o que está ao relento, exposto, mas o que se revela na bateia, na lavoura de decifrar o que lhes dizemos. É nossa homilia e discurso que a possui e domina, que a cerca e doma, e nos inscreve, sem alforria, na memória. A fala é nosso aboio, de guia e prazeres. É do nosso dicionário de significados que será demarcado o tempo de nossa permanência e trato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda mulher é composta de missais e tato. Porque sua pele é um pergaminho a espera dos rumores de nossos lábios e mãos, e se tatua de nossos desejos como se fossem todas as ambições dela, como quem mimetiza suas faltas pelos beirais do outro, e oferece suas sesmarias para ocupação e moradia. E, de nossa dedicação em lhe desvendar as veredas inaugurais, de roçar com a voz os delitos do seu imaginário feminino, é que se erguerão os altares de nosso ofertório, se inscreverão as escrituras de longevidade, os indultos de nossas falhas, os liames que impedem os degredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda mulher é o linguajar, a vindima, de uma pátria. Eu? Sou só exílio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5566202926982049197?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5566202926982049197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5566202926982049197&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5566202926982049197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5566202926982049197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/10/toda-mulher-e-uma-lingua.html' title='A mulher'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/StyV1g7fPGI/AAAAAAAAADU/yWBVkN5rYKc/s72-c/MIDSUM~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3962499105755196386</id><published>2009-10-16T08:32:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T08:36:13.203-07:00</updated><title type='text'>Amores Eletrônicos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                     &lt;br /&gt;Antigamente as gerações duravam uma década. Atualmente, dizem que dura seis anos, mas eu acho que dura só o tempo de sair uma nova versão eletrônica para a comunicação - e se comunico logo seduzo - entre homens e mulheres.  A coisa começou com o tacape – método eficiente e que evitava gastos com jantares e showzinhos de pagode antes do escurinho da caverna -, passou por sinais de fumaça, pombo-correio, alcoviteiras e saraus até chegarmos às românticas e perfumadas cartas de amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um grande salto foi a invenção do telefone que permitia falar as barbáries imaginadas, como o desejo de alisar o tornozelo da amada, enquanto se manipulava freneticamente a manivela. O telefone evoluiu, mas as gerações continuavam iguais. Até que, duas revoluções, e não foi a pílula, vieram modificar de forma substancial a vida sexual, causando um impacto maior do que as empregadas domésticas tiveram na nossa história, exceto, talvez, não estou bem lembrado, a minha em particular. Falo do torpedo do celular e chats de conversa nos computadores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os antigos devem se lembrar que assim que o e-mail foi criado Adão chamou Eva para teclarem do fruto proibido e trocar mensagens, o que resultou em muitas maçãs devoradas, porque mulher nenhuma se contenta em receber comida só uma vez. Mas ainda persistia algo do imaginário daquelas cartas escritas em nanquim, embora digitados e enviadas por modens lentíssimos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A evolução começou com o mIrc e os e-groups para conversas coletivas e alguns hot-hot-hot papos privados, creio que alguns usuários trogloditas ainda se recordam. A partir daí, a coisa e as gerações se aceleraram, e, quando você toma pé em uma ferramenta tecnológica, tudo já mudou, fazendo com que estejamos não só duas doses abaixo do normal, mas duas gerações atrasadas. O torpedo do celular virou uma espécie de tacape sem os inconvenientes dos hematomas, e serve para abordar, marcar, dispensar, dar as desculpas perfeitas e ocultar aqueles gemidos que o telefone poderia expor, sendo hoje tão indispensável à vida sexual quanto a camisinha e o Viagra – desde que honesto como um legitimo escocês.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No computador, as possibilidades se multiplicaram e a webcam permitiu uma intimidade e exposição de profundidades anatômicas e performances jamais imaginadas. Ela se tornou quase um disque-delivery, pois quem tem uma só termina a noite no zero a zero se faltar luz ou cair o sistema,  o que equivale à  broxada de antigamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já o MSN permitiu a sedução múltipla, como nunca antes neste país, pois há mulheres que mantém o jogo com uma centena ou mais de admiradores na sua janela, ao bel prazer de sua escolha, ou acesso, provando que, sim, vários corpos podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Além disso, surgiu o Orkut, com fotos, recados, perfis, flagrantes, egos e oportunidades de exibir o próprio corpo ou desejos a uma infinitude de olhares, facilitando a triagem entre a rede e a cama. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O terrível é quê, embora a humanidade pudesse ser dividida entre os com e os  sem Orkut, muitos já estavam se integrando, quando explodiu o Twitter, Facebook, Flick e similares, fazendo com que ficassem tão defasados quanto uma carta de papel dizendo que o amor por um jardim avesso deve ser cumprido como destino e sina por um jardineiro fiel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O “tuiter”- esclareço para os não colonizados- é multifuncional, instantâneo e curto, embora não seja grosso. O máximo que se pode digitar são 140 caracteres, o que traz a vantagem de limitar as asneiras.  Alguns dizem até que usar o tuiter é como fazer sexo, não lembro bem, pois quanto mais apertado o espaço maior o prazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a verdade, é que a velocidade de mudança na comunicação tem mudado profundamente as relações humanas, comerciais, afetivas e até sexuais. Os abatedouros machistas, a garconniere, foram substituídos por cômodos virtuais e as cantadas passaram a combinar o máximo de eficiência com mínimo de caracteres.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei como será o amanhã. Mas durmo sempre assustado com medo de acordar, não impotente, mas obsoleto. O que dá no mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3962499105755196386?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3962499105755196386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3962499105755196386&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3962499105755196386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3962499105755196386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/10/amores-eletronicos.html' title='Amores Eletrônicos'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2835002145329498301</id><published>2009-10-12T04:46:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T04:56:04.519-07:00</updated><title type='text'>A falta que a mulher faz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/StMZENgL_lI/AAAAAAAAADM/Lx_4E1txNGY/s1600-h/Magali-e-Monica-de-Rosa-e-Azul-115x95-ast-1989.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391680739027451474" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/StMZENgL_lI/AAAAAAAAADM/Lx_4E1txNGY/s320/Magali-e-Monica-de-Rosa-e-Azul-115x95-ast-1989.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Monica e Magali de Rosa e Azul de Renoir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por acaso sua mulher viaja para congressos, cursos, ou você, como um terço dos homens, já é separado? Então sabe do que vou falar. Você já se viu na prateleira do supermercado, frente a uma dúzia de frascos coloridos tentando diferenciar desinfetante, detergente e alvejante? Especialmente se sua mãe lavava tudo com sabão em barra? E da marca Campeiro, o melhor? Ou diante do dilema socrático de adivinhar como ficará o cheiro de sua casa se preferir o eucalipto a floral? Ou qual deles estraga menos a pele da mão, conforme recomendou sua diarista? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você sabe qual marca de sabão em pó tem o aditivo mais aditivo, que lava mais branco, conferindo à roupa de seus filhos um brilho de fazer inveja a qualquer outra mãe? Pois tenha certeza que é mais fácil tentar decifrar o enigma da Esfinge do que resolver essas charadas. Ou então fazer como eu que sou salvo pelas orientações de Ana Luísa, minha filha de sete anos: “pega o do ursinho pai!”Aliás, ela gosta tanto de falar que não pude deixar de rir quando, ao fazermos feira, ontem, ela me disse que sua palavra predileta é etecetera. Só podia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, a menos que você tenha sido escoteiro ou aprendido durante seus anos como marinheiro, a dar nós, está ciente das dificuldades de fazer um coque no cabelo comprido de sua filha, para que ela vá à aula de ballet? Você conhece exatamente a diferença entre scarpin e uma alegoria para a festa do bumba-meu-boi? Ou por que ela prefere tiara a pompom (seja lá o que isso for) e outros enfeites mais, se antes era tudo maria-chiquinha? E que piranha não é exatamente aquilo que você estava acostumado, mas algo para prender o cabelo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Você já passou a vergonha de chegar em casa com dez frascos de amaciante de roupa, que comprou na promoção, achando que fez um grande negócio, e a cozinheira te olhou com ar de desdém duvidando seriamente de sua capacidade mental, ao lhe explicar, tão calmamente quanto possível, que ela era cozinheira, logo, o amaciante, era para carne? Ora, diabos, como ninguém lhe explicou que havia um produto especifico só para amaciar carne se no seu reino de homem todo mundo só fala das carnes durinhas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tal como um general diante das opções de uma batalha você já teve que escolher se o que sobrou do almoço deve ser guardado no forno, freezer, geladeira, antes ou depois de esfriar, ou se é melhor jogar tudo fora e dizer que uns amigos apareceram de repente e comeram tudo, sem arriscar outra sessão de avaliação do seu QI? E por que raios tem tanta opção na máquina de lavar e não só dois indicadores: lavando e lavado?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Viver, como dizia Guimarães Rosa, é muito perigoso. O lar é um terreno movediço, onde a cada passo afundamos em um emaranhado de novos significados e, no qual, se fala um estranho dialeto de usos e costumes, só acessível aos iniciados. Sei que existem inúmeras outras coisas que fazem das mulheres nossa certidão irreversível, e sei que, uma ou outra feminista, com menos senso de humor, pode julgar que as estou diminuindo, mas a verdade é que basta tentarmos sobreviver sozinhos, em casa, para que percebamos a falta que a mulher faz...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2835002145329498301?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2835002145329498301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2835002145329498301&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2835002145329498301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2835002145329498301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/10/falta-que-mulher-faz.html' title='A falta que a mulher faz'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/StMZENgL_lI/AAAAAAAAADM/Lx_4E1txNGY/s72-c/Magali-e-Monica-de-Rosa-e-Azul-115x95-ast-1989.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-8018942390726085543</id><published>2009-10-09T17:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T17:57:54.156-07:00</updated><title type='text'>Pequeno acalanto para a memória</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Ss_U2hcF9dI/AAAAAAAAADE/AYT_iL5YTAY/s1600-h/magritte.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390761312139998674" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Ss_U2hcF9dI/AAAAAAAAADE/AYT_iL5YTAY/s320/magritte.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Olympia - Rene Magritte&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem que a paixão de uma mulher pode passar, a sua memória nunca. Tê-la, é ocupá-la, inscrever detalhes na sua alma e pele, sem renúncias. Findo o tempo de acontecer, esgotado ou não as possibilidades, a calmaria virá, o beijo que se pediu para não beijar em mais ninguém e as danças se diluirão, mas o possuído não se desocupará.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, impagável que é, uma hora qualquer, ainda que por um segundo, ela lembrará. Atiçada por encontro casual, um aceno, uma vista da noite entre a lagoa e o mar, uma música, um Outubro qualquer. E ouvirá o que ele diria: " eu digo que é de tua permanência e entrega, de tua fala ancestral e capacidade de refazer mistérios e reatar o rumo das rotas perdidas no mar, de tua alma semeada de lírios e alegorias que me teço homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dos teus horizontes, aonde, manso e indefeso, o sol, em arreio, vem se pôr, que se faz o alcance de meus olhos. E, se, nos dias de chuva e distância o mundo inteiro se encharca de tua falta, na tua vinda minhas alegrias de menino se enfeitam de alecrins e esperanças, das taças em comum, e minhas ruas de pedra e, às vezes, escuras, se enchem de velas, de lampiões e candeeiros, pra tornar segura a tua passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tua voz na profana confidência dos sentidos, promessas de não abrir mão e ser irremovível, de tua oferenda de cuidados e tatuagem de paixão no meu destino, ergo meu abrigo de sonhos e futuros, como os antigos que faziam suas casas com o que parecia insustentável, de óleo de baleia, ostra moída e barro e que, no entanto, resistiam ao açoite dos tempos ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, te proponho o amor dos que vivem distraídos, e oscilam entre a inocência da menina e a loucura dos instintos, dos que ousam domar os limites e não temem o fogo das condenações, dos que não se negam e cedem a primeira vez ao insensato e navegam os ventos revoltos como uma oferenda dos deuses à suas velas escancaradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o desejo dilacera nossas roupas ao dançarmos te proponho a parceria dos que têm sede, dos que entrelaçam os dedos e as fomes e rezam suas rezas mundanas na comunhão das línguas, na margem delicada e enlouquecedora dos lábios entreabertos, dos que se perpetuam em cio e gozo irrepetível, e deixam escorrer em choro e sêmen sua conjuração de amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na leve embriaguez do vinho anúncio em teu ouvido e dorso meus pedidos e teu corpo faz confissões despudoradas. As bocas tecem a indecente confidência: te amo, sem as regras do ofício, como se o manto dos cardeais os protegesse dos medos e temores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que, teu homem realizado, antiga vontade adiada, de beleza e encanto, de rédeas inesperados, te envio cartas enquanto te fazes esquiva e rede de pescador, para que te tome derradeira e sacerdotisa, sem que nada mais, além dos céus, te esconda, sempiterna e nua."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma eclipse dura um momento, mas ela sabe que entre o encontro e o resto de sua vida esta doação habitará a memória da ausência, que não finda de passar e nunca cede - aceiro e agonia-, a outra ocupação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-8018942390726085543?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/8018942390726085543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=8018942390726085543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/8018942390726085543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/8018942390726085543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/10/pequeno-acalanto-para-memoria.html' title='Pequeno acalanto para a memória'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Ss_U2hcF9dI/AAAAAAAAADE/AYT_iL5YTAY/s72-c/magritte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5918741825746350315</id><published>2009-10-07T12:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T18:01:46.414-07:00</updated><title type='text'>O VÈU DE SANTANA</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Ssz1M6Yq8kI/AAAAAAAAAC8/H8fy9p97dU8/s1600-h/sol+em+feira.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389952456235610690" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Ssz1M6Yq8kI/AAAAAAAAAC8/H8fy9p97dU8/s320/sol+em+feira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Ssz0_Zlv8zI/AAAAAAAAAC0/xUqcxojqrVU/s1600-h/FEIRASANTANA.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; HEIGHT: 256px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389952224093795122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Ssz0_Zlv8zI/AAAAAAAAAC0/xUqcxojqrVU/s320/FEIRASANTANA.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Amo quando a cidade desperta vestida de neblina, como uma peça fina e delicada a cobrir seus pudores, a amenizar a dureza de seus contornos e de seu cotidiano, como se, de repente, fosse de céu, apenas, o horizonte de nosso olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo quando estes fiapos de vento do mar, vindo das bandas da Bahia, resfriado na evaporação das águas, nos domínios de Yemanjá, se fazem feirenses, desmanchando-se feito amante no cio nos braços matinais e domadores do calor sertanejo, que limita seu viajar e o transforma em vapor esbranquiçado e cerração urbana. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Amo quando esta neblina silenciosa e cedeira vem e invade nossos corpos sob as cobertas, feito companheira e amada, cúmplice de sono e sonhos, neste passar sem destino que é o dormir. E quando empurra a manhã para depois, como se o dia pudesse custar a começar, a vida não fosse o desencanto de ser, e tudo se fizesse nesta preguiça de coisa alguma, neste tardar de não ir.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Amo quando esta festa de névoa e bruma faz parecer que abrir os olhos é inventar um sertão de fantasia, algodão-doce de menino, brincadeira de circo, feitiço de esconde-esconde, das ruas descalças, das cores mal pintadas, dos homens maus, das exigências e ordenações, das obrigações inevitáveis. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É como se fosse possível dançar nu, de nobrezas, títulos e vergonhas, por entre as árvores, até o orvalho mais derradeiro de suas folhas, de suas flores de enfeitar ilusões e flutuar nesta esteira de ar, como quem adormece sobre a pureza e a ternura depois de uma longa noite de amor.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Amo a cidade disfarçada sob a cor única de seu véu, a Feira, que lava suas dores neste anonimato urbano, como um abraço sem distinção de credos e ruas, todas iguais, como uma redenção do imaginário, sem rudezas, como se tropeiros tangessem, ainda, seus burros com barris e caçuás, suas boiadas, na poeira, e apenas o aboio pudesse nos guiar enquanto o álibi deste vento protetor e liquefeito cerca as lonjuras para quem acorda. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Amo a cidade rodeada de neblina, como se estivesse num cesto ao avesso e o céu fosse chão, e os bocapius pudessem ser abarrotados de esperanças nestas manhãs que se fazem num tecer de artesão, e não no correr de cavalos encantados, mas na lentidão maturada e musical de um carro de boi. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E, quando o sol se assume de responsabilidades e lentamente começa a desnudar minha aldeia de sua capa de inocência e serenidade para devolvê-la à agitação cotidiana e urgente, me desfaço. Mas, enquanto for este inverno, viverei de me reinaugurar, ainda que por breve ser, sob o véu de Santana. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5918741825746350315?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5918741825746350315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5918741825746350315&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5918741825746350315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5918741825746350315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/10/o-veu-de-santana.html' title='O VÈU DE SANTANA'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Ssz1M6Yq8kI/AAAAAAAAAC8/H8fy9p97dU8/s72-c/sol+em+feira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2199435772754919187</id><published>2009-10-07T12:29:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T05:04:51.278-07:00</updated><title type='text'>RETORNO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Com a mudança da Tribuna Feirense para semanal e a criação de um portal na internet voltaremos a manter um espaço de crônicas e poesias na edição semanal. Assim terei dois espaços. Um no &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.tribunafeirense.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;http://www.tribunafeirense.com.br/&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; onde estarão postadas as notas da Bodega do leegoza e este Empório, com textos de outro contéudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Abraços a todos, comentem, aproveitem para ler os textos antigos e obrigado.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;César&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2199435772754919187?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2199435772754919187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2199435772754919187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2199435772754919187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2199435772754919187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2009/10/retorno.html' title='RETORNO'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5943347119728693495</id><published>2007-09-08T13:39:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T23:23:17.830-08:00</updated><title type='text'>A Pele com Nicole Kidman</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RuMJCSpyWhI/AAAAAAAAABo/QVHoTIU6DpU/s1600-h/nicolekidman.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107936337339767314" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RuMJCSpyWhI/AAAAAAAAABo/QVHoTIU6DpU/s320/nicolekidman.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Remetendo a nossa memória de A Bela e a Fera, a lenda, e ao filme de Cocteau, A Pele, embora lento em algumas passagens, contido, foi injustamente criticado por todos que adoram emoção servida em dose cavalar e exuberante, no estilo blockbuster. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora se refira a famosa fotografa Arbus, uma artista que teimava e insistia em relatar o inusitado, meio simbolizado no filme pelas aberrações humanas, ou excluídos, ele não é biográfico. E centra-se me construir uma história , uma explicação para suas  escolhas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em verdade é apenas a trajetória de uma mulher insatisfeita – esta perigosa e tão comum cena humana-, desencontrada, que vai aos poucos se despindo física e metaforicamente. Para os que se sentem desobrigados de pensar ou de ver um filme e prestar atenção, ele é cansativo, mas para quem fizer o esforço, enxergará uma história de paixão desenfreada, de revelação, construída meticulosamente por Lionel ( que tem hipertricose, uma doença que faz crescer os pelos exageradamente) , a solidão , o encontro além dos limites até quando, finalmente, ela raspa todos os seus pelos e eles se entregam sexualmente. Antes da morte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando ele enche uma bóia de ar e ela o respira depois de sua morte o lirismo e o desespero se antagonizam. Verdade que, filme com a Nicole Kidman, consiste em passar metade do tempo com a câmera fechada em seu esplendoroso rosto, em close, até a cena final de sua nudez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela é de uma beleza que nos arranca da indiferença. O filme não é um espatáculo fenomenal, mas vale assistir. Para quem não precisa dos happy-end óbvios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5943347119728693495?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5943347119728693495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5943347119728693495&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5943347119728693495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5943347119728693495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/09/pele-com-nicole-kidman.html' title='A Pele com Nicole Kidman'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RuMJCSpyWhI/AAAAAAAAABo/QVHoTIU6DpU/s72-c/nicolekidman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5447455428925084158</id><published>2007-09-06T16:32:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T18:03:28.850-07:00</updated><title type='text'>As últimas flores de menina</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RuCOzypyWgI/AAAAAAAAABg/UucWviC_S3o/s1600-h/Rosa+e+Azul-+RAs+meninas+Cahen+d"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107238997859654146" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RuCOzypyWgI/AAAAAAAAABg/UucWviC_S3o/s320/Rosa+e+Azul-+RAs+meninas+Cahen+d%27Anversenoir.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Rosa e Azul-As meninas - Renoir&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; nós, homens, só deveria ser permitido ser marido depois de criarmos uma filha. Não para decifrá-las, pois são por demais vastas, mas para facilitar nosso mimetismo às suas motivações e enigmas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez para que, criando uma, estejamos mais preparados para as outras, motivo pelo qual desconfio de todos os homens que não tiveram sequer uma irmã. Pois uma irmã nos prepara, desde muito cedo, para os ciúmes de macho, para um universo povoado de vontades incendiárias e desejos, e um morrer e ressuscitar diários. Ela nos ensina todas as armadilhas e feitiços de mulher que só elas compreendem. E elucidam nas demais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma irmã nos educa para a opinião das outras, afinal, aquelas que nos interessa e, só por isto, noves fora tudo mais, já deveríamos ser-lhes gratos. Ela é quase como um pequeno manual de instruções, pois dizem, embora eu duvide, que são todas iguais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora tivesse eu necessidade de umas dez filhas para aprender algo, pois a minha diz que nada sei, creio que ela foi encarregada de falar pelas outras nove. Desde os tempos em que me esperava chegar com disposição avassaladora para brincar, nossas brincadeiras inventadas e aquele abrir de porta sincero e desejado, ansioso, feito quem estende uma esteira de licuri para o sono de uma festa, o deitar da lua, e me ensinava que aquele é o olhar que todo homem busca, entre a esperança e a ilusão, encontrar um dia, na mulher amada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez por se contar e contar o mundo em minúcias e prosa longa, em narrativa de contador, como a vez que, lá pelos seis anos, após uma hora de interurbano, em pleno consultório, sem deixar desligar, disparou:&lt;br /&gt;- Peraí papa, desliga não, desliga não, que eu vou só pegar um banquinho...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ter uma filha, a cria, é inaugurar-se santo e aprender das lumeeiras que se acendem com seu riso, do beijo feito água-benta, do afeto agradecido, das chuvas de seu chamego, vestidos e do irresistível pedir feminino. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Criar uma filha, entre fitas de cor e adesivos, é aprender a desprender-se, a cuidar para o outro, sabendo que um dia irá partir, como os bichos que criam asas e se metem de voar por aí. É saber que os casulos se dissolvem e as cantorias no carro, os apelidos, as histórias de dormir, serão enfeites na memória, pendurado nos caibros que sustentam a saudade e a permanência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ter uma filha é chorar disfarçado à primeira ameaça de distância, no primeiro ciclo menstrual, que anuncia a revolução dos hormônios e das escolhas. É a mudança das leituras, dos ídolos e das conversas intermináveis no telefone e no MSN. Ao mesmo tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ver uma filha se desenhando, roupa a roupa, relação a relação, decisiva e enfeitada, e vê-la brigar e perdoar com a mesma intensidade as melhores amigas, entre a manhã e a noite, talvez nos ensine que mulheres não podem ser regidas por nossa incompreensão. A nós, cabe apenas domar o rancor, porque elas oscilarão sempre entre o Atlântico e o Pacífico no mesmo quadrante de lua. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ter uma filha, como concessão dos deuses, feito Luisa, meu minueto e dança com a vida, minha alegoria - desde o tempo que andava pendurada em mim como um embornal atirado sobre os ombros-, é descobrir, por fim, de que se tecem as esperanças e fantasias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, como sei que, ao lhe roubarem o primeiro beijo -escondido do pai, naturalmente, e com a cumplicidade da mãe-, você terá começado a mais longa de todas despedidas, foi que te mandei flores. Que sejam minhas, talvez, tuas últimas flores de menina e as primeiras de teu ensaio de mulher...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5447455428925084158?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5447455428925084158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5447455428925084158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5447455428925084158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5447455428925084158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/09/as-ltimas-flores-de-menina.html' title='As últimas flores de menina'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RuCOzypyWgI/AAAAAAAAABg/UucWviC_S3o/s72-c/Rosa+e+Azul-+RAs+meninas+Cahen+d%27Anversenoir.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2081517927741131877</id><published>2007-09-03T13:09:00.001-07:00</published><updated>2008-12-10T23:23:18.169-08:00</updated><title type='text'>É proibido proibir</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Rt3ZgipyWfI/AAAAAAAAABY/1JSTPWyAIkc/s1600-h/paris68.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106476705589123570" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Rt3ZgipyWfI/AAAAAAAAABY/1JSTPWyAIkc/s320/paris68.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim meter-me nos balacobacos filosóficos e similares que envolvem o conceito de liberdade, mas desde que alguém subiu o monte bíblico e teve uma epifania divina que o proibido entrou para nosso dia a dia. Verdade que as pedras da lei apenas deram boas idéias e nunca impediram ninguém de cobiçar a mulher do próximo, desde os tempos em que era o homem que cobiçava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A liberdade é uma idéia em nome da qual milhões tem morrido e crimes bárbaros têm sido cometidos. É necessidade inalienável do humano, embora, nem sempre saibamos perceber quando estamos sendo encarcerados subliminarmente ou até mesmo de forma extensiva e ela só se torne perceptível na ausência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dado concreto é que nossas escolhas estão sendo manipuladas por interesses dos mais diversos: econômicos, coletivos, de grupos, políticos, de classe, o que nos faz crer que o verdadeiro preço da liberdade é a eterna desconfiança. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois foi sabendo que a vaca da liberdade estava sempre a um passo de ir para o brejo que, em 68, os estudantes da Sorbonne e da Naterre botaram fogo, literalmente, no carro da história e fizeram uma revolução, sem programa, ou como diziam, sem deus nem mestre, implantando, de forma irreversível, em nosso imaginário, o proibido proibir, que afinal virou trilha sonora ao ser musicado por Caetano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora a liberdade de expressão seja um preceito básico das democracias e seu direito seja defendido pela Declaração Internacional dos Direitos Humanos e Convenção Européia de Direitos Humanos, e a Constituição, a simbiose de preconceitos e interesses tem, seguidamente, violado e limitado o exercício da cidadania e das opções sexuais, políticas e do direito de opinião da coletividade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de Kant dizer que ser livre é ser autônomo e Sartre afirmar que a liberdade é condição ontológica do ser humano sendo este, antes de tudo, livre, vivemos um permanente estado de insegurança e medo de exercer o sacro e vital direito da discordância e da fala. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No governo passado fomos ameaçados com a tentava de impor o pensamento único que classificava de noebobos os opositores. Agora se apela para a manipulação desavergonhada de qualquer critica feita ao governo, como se a origem humilde do presidente fosse um salvo conduto, um habeas-corpus divino e eterno e discordar, cobrar, criticar tenha que ser demonizado em nome de um passado que a cúpula destes dirigentes já não tem, faz muito tempo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Exemplo deste cerceamento é o movimento Cansei e as vaias que acompanham o presidente. Podemos não confiar nos lideres do movimento, ou não gostar do ato dos estudantes, mas a violenta reação contra o Cansei e os estudantes acusados de falta de consciência representam a necessidade de uma unanimidade que, como todas, é apenas burrice. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A opinião divergente seja de quem é meramente opositor, ou de quem não tolera a opção política, a inapetência administrativa, a impunidade, os mensalões, o caos aéreo, e o aparelhamento do estado, devem ser respondidas com ações e não com tentativas agressivas de menosprezo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não custa lembrar que preconceito não é via de uma mão só, nem privilégio de classe. Mas, como já dizia Einstein, é mais fácil desagregar um átomo do que os preconceitos. Prefiro ouvir Caetano...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2081517927741131877?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2081517927741131877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2081517927741131877&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2081517927741131877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2081517927741131877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/09/proibido-proibir.html' title='É proibido proibir'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Rt3ZgipyWfI/AAAAAAAAABY/1JSTPWyAIkc/s72-c/paris68.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5420980744192611135</id><published>2007-08-28T05:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T18:04:14.209-07:00</updated><title type='text'>As mulheres e a despensa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RtQZ8ipyWcI/AAAAAAAAAA8/Lv6rqdcc1Is/s1600-h/nmulheres-dicavalcvanti.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103732805602531778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RtQZ8ipyWcI/AAAAAAAAAA8/Lv6rqdcc1Is/s320/nmulheres-dicavalcvanti.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mulheres - Di Cavalcanti&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu contei. E confirmei. São doze. Minha despensa tem doze armários, mas, por estranha norma de organização doméstica, não cabem meu estojo de vacina e duas caixinhas de antibiótico veterinário que uso lá no sítio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Norma Norma que não existe de direito, mas existe de fato. Por regulamentação não escrita, por determinação que não consta nem dos sacramentos religiosos nem do Código Civil, as mulheres decidem, durante o casamento, o que devem guardar nas despensas. Fica reservado a elas o supremo direito de confinar todos os nossos objetos pessoais a uma caixa de papelão. Na hierarquia domiciliar, nossa necessidade de espaço na despensa vem depois da escova do cachorro e do pacote de ração. E olhem que no meu caso nem cachorro eu tenho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elas nos julgam colecionadores de quinquilharias, tão descartáveis quanto os conselhos da sogra de como elas devem nos tratar. Foi assim na minha primeira casa, onde perdi uma inestimável série do Batman -Cavaleiro das Trevas, desenhada pelo Frank Miller e uma coleção completa de Epopéia Tri, relatando a conquista do Oeste, comprada número a número pelo reembolso postal, escarafunchando anúncios de volumes atrasados como um antropólogo recolhendo objetos na tumba de Tutankamon. Isto sem contar todos os exemplares da Playboy atirados impiedosamente ao lixo, com astúcia e a inescrutável lógica de que acumulava poeira e fazia as crianças espirrarem. Mesmo que não as folheassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As despensas, como vocês sabem, são uma espécie de Àgora, a praça grega onde ocorriam todos os debates democráticos. Em torno dela é que se dá a verdadeira batalha conjugal. Do controle do que entra e sai na despensa familiar é que emana o verdadeiro poder. É lá que se concentra a memória existencial da família, onde fica retratado seus hábitos e costumes. Um pesquisador do futuro escavando nos escombros de minha despensa teria extrema dificuldade em encontrar provas da minha presença na estrutura familiar, concluindo ser a nossa uma sociedade primitiva, sob domínio feminino, onde o macho provavelmente ficava ausente tentando caçar um javali.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, as mulheres também decidem o que guardar na memória afetiva, não nos consultando em nenhum momento sobre esse insondável processo seletivo de acontecimentos da vida em comum, que sempre serão lembrados nos momentos mais inconvenientes, como aquela vez que você derramou vinho nas pernas da melhor amiga dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma Hamurabi do lar, a mulher legisla em causa própria, estendendo seus domínios com voracidade e soberania imperial. Nem cito a geladeira por ser terreno belicoso onde sequer podemos nos aventurar a esconder uma lata de cerveja por trás da horta refrigerada que elas cultivam e refazem com a disciplina de um monge budista. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, observar a composição da geladeira é o único meio seguro e eficaz de se saber o estado civil de um homem. O casamento torna inversamente proporcional o número de garrafas de cerveja, latas de ervilha e patê de ricota da sua vida de solteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecedor da fúria das mulheres e do ciclone que podem desencadear quando contrariadas, e impossibilitado de ficar sem minhas bugigangas já decidi providenciar outra caixa de sapatos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5420980744192611135?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5420980744192611135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5420980744192611135&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5420980744192611135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5420980744192611135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/08/as-mulheres-e-despensa.html' title='As mulheres e a despensa'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RtQZ8ipyWcI/AAAAAAAAAA8/Lv6rqdcc1Is/s72-c/nmulheres-dicavalcvanti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5196375151945453116</id><published>2007-08-16T14:52:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T23:23:18.450-08:00</updated><title type='text'>A falta que o mal nos faz</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Rtxr6ipyWdI/AAAAAAAAABE/pthM3MFdRII/s1600-h/asfloresdomal+-+helio+schonmann.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106074731009956306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Rtxr6ipyWdI/AAAAAAAAABE/pthM3MFdRII/s320/asfloresdomal+-+helio+schonmann.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;As flores do Mal - Helio Schomann&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Houve tempo em que uma vida completa consistia em fazer um filho, plantar uma árvore e ler um livro. As ilusões eram possíveis e as utopias preenchiam nosso imaginário. O mundo mudou, ficou mais fácil fazer o filho, mas não sabemos o que fazer com ele depois de pronto. Entramos na era do carbono-free e mal conseguimos cuidar de uma samambaia plástica e ler um livro, como diz o presidente, é “pior que fazer esteira”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você lembra que seus pais lhe diziam que o trabalho compensava, a honestidade podia ser garantida com um fio de bigode e as mulheres amavam para sempre. Os ladrões roubavam galinhas, não saíam nas colunas &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sociais nem ocupavam cargos públicos, a justiça eratardia mas não faltava, e você podia confiar em Deus e nas notas promissórias, com igual fé. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mundo era dividido em sexos, garantidamente opostos, capitalismo e socialismo eram modelos econômicos diferentes - o bem e o mal, a depender da preferência-, e esquerda e direita não eram posições transgênicas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sexo era uma conseqüência e uma possibilidade – sonhada, mas nem sempre possível-, e não condição obrigatória e estatistica, ou ato banal. Para isto, existiam as moças de vida fácil. E as moças de vida fácil, sabia-se exatamente quem eram e, até elas, eram confiáveis e se apaixonavam com a devoção que só quem tem todos sem ter ninguém é capaz de oferecer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A principal droga era o álcool e não o futebol que jogamos hoje, e a verdadeira ainda não botava banca e era tão difícil de comprar quanto um catecismo do Zéfiro, coisa de artistas, e nunca merenda de porta de colégio. A honestidade não estava em extinção como as baleias e a virgindade e a palavra dada era para ser cumprida a ferro e fogo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o principal, era que, apesar de eventuais perversões ou asneiras todos sabiam o que era lícito e ilícito, moral e imoral, certo e errado, e os costumes se balizavam nesta linha ao mesmo tempo fictícia e indestrutível. Sabíamos, pelo menos, como dizia Sartre - que esteve aqui com sua Simone, para ver a feira livre; ambos já meio decaídos, Sartre e a feira livre-, que o inferno eram os outros. Mas, sabe-se lá por que motivos -talvez a comunicação, o darwinismo social, ou o buraco de ozônio-, perdemos completamente o limite entre o que é digno ou devasso, o permitido e o proibido, o aceitável e o indecente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdemos a nobreza e as qualificações pessoais e os fins passaram a justificar plenamente os meios. Ninguém, ou nada mais, é essencialmente bom ou ruim, mas habitamos de forma híbrida a fronteira da ética, num vai e vem, ao sabor das necessidades e das ocasiões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos os comportamentos: a riqueza ilícita, a agressividade gratuita, o cinismo e o oportunismo político, o alpinismo social, as opiniões de encomenda, a indiferença, o lucro sem pudor, são plenamente justificáveis. Simbolicamnete, um empresário paulista de bordéis declarou:“sou imoral, devasso, depravado, mas pago meus impostos e estou em situação legal”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, assim, vamos fingindo não conhecer as distinções entre o bem e o mal. E, de tanto fingir que não sabemos acabamos compactuando com o inaceitável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bons tempos em que sabíamos exatamente a diferença entre as coisas e podíamos ensinar nossos filhos, na esperança de que ensinassem aos seus, mesmo sabendo que a vida é passar e perder. Agora que tudo é nebuloso e justificavel só lamento a falta que o mal nos faz. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5196375151945453116?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5196375151945453116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5196375151945453116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5196375151945453116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5196375151945453116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/08/falta-que-o-mal-nos-faz.html' title='A falta que o mal nos faz'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Rtxr6ipyWdI/AAAAAAAAABE/pthM3MFdRII/s72-c/asfloresdomal+-+helio+schonmann.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3456878534444296827</id><published>2007-08-06T07:06:00.000-07:00</published><updated>2007-08-06T07:08:26.064-07:00</updated><title type='text'>Espelho</title><content type='html'>"&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; Eu sempre soube atrelar meus demônios à minha carroça. Eles continuam me atormentando, mas eu os obrigo a me ser útéis" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;                                        Ingmar Bergman&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3456878534444296827?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3456878534444296827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3456878534444296827&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3456878534444296827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3456878534444296827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/08/espelho.html' title='Espelho'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-4637579852715833742</id><published>2007-08-03T15:14:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T15:16:09.670-07:00</updated><title type='text'>Shaw</title><content type='html'>Não faça aos outros aquilo que deseja que façam a você. Pode ser que eles não tenham o mesmo gosto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernard Shaw&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-4637579852715833742?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/4637579852715833742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=4637579852715833742&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4637579852715833742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/4637579852715833742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/08/shaw.html' title='Shaw'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2020828116731020390</id><published>2007-07-23T08:48:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T08:51:43.111-07:00</updated><title type='text'>O perigo está no ar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Diz um pensamento de John Donne que a morte de qualquer homem me diminui, porque a humanidade me contém. Banalizados pela morte cotidiana, desenvolvemos, como defesa, a indiferença, a “normalidade psicológica” ou então nos recusamos a ler, ouvir, ou ver as notícias, nos mantendo iludidamente protegidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Revejo, desde ontem, as terríveis imagens que registram o acidente da TAM, em Congonhas, na maior tragédia da aviação brasileira. E, embora não tenha nenhuma ligação com as vítimas, exceto ser parte da humanidade, me sinto prostrado, com um leque de sentimentos que vai da fúria à indignação, do medo à consternação pela dor coletiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste mundo de hoje é capaz de alguém perguntar porque, já que não tenho nada a ver com o fato. Não é de estranhar. Estamos nos tornando pessoas cada vez mais isoladas onde qualquer sentimento de solidariedade soa hipócrita. Não importa se parecer hipócrita, mas tive lágrimas nos olhos, vendo uma mãe descobrir seus dois filhos na lista de mortos. Talvez seja apenas a irmandade de também ser pai. Talvez. E de quem teme o dia a dia dos filhos, expostos a todos os riscos, nesta sociedade desigual e irresponsável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A fúria, entretanto, é ver uma tragédia que poderia ser evitada. Não se trata aqui da crucificação pessoal do presidente, mas de um governo, que se mostra incapaz de resolver uma crise aérea, por falta de gerência, de autoridade, por tolerância com um Ministro de Defesa, amorfo, inadequado, e líderes que vão de declarações amebianas do tipo “relaxa e goza” ao cinismo do Mantega de que é o “preço do sucesso”. Tal nível de descompromisso, de responsabilidade, não é aceitável, nem tolerável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isto a Infraero é denunciada pelo TCU, e por uma empresária, como um antro de corrupção de todo o tipo, que transforma os aeroportos brasileiros em redes de shopping mais do que em rede de vôo. Do outro lado temos uma agência reguladora, ANAC, que serve apenas para apadrinhar companheiros, tendo, reiteradamente, mostrado sua ineficiência durante toda esta crise, sem sequer ser capaz de enfrentar e regular as empresas de aviação, que fazem overbooking à vontade, sem nenhum tipo de interferência governamental. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já não importa se o piloto tocou a pista “ além do ponto de toque”, se os freios falharam, o que é quase impossível no Airbus. A estupidez é que a pista de Congonhas foi liberada sem estar em condições ideais de pouso, como mostram as conversas entre torre e pilotos, quando outros aviões já haviam derrapado e, quando, na véspera, como um triste alerta de uma tragédia anunciada, um avião da Pantanal foi parar na grama, local onde pastam bois e não aeronaves. Ao longo dos anos, também é verdade, não se respeitou o entorno do aeroporto, porque é típico dos políticos brasileiros a tolerância com o erro, sempre mais lucrativo do que o desgaste do enfrentamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nenhum sistema aéreo do mundo, registra, em tempos modernos, duas tragédias de tal proporção em tão pouco tempo. Nem nos confins do planeta, onde se voa por intuição e reza. Portanto, é nítido, claro, que o conluio da corrupção, com a irresponsabilidade técnica, falta de planejamento, inadequação de infra-estrutura, treinamento e equipamentos, estão nas raízes desta tragédia, cruel, bárbara, violenta, dolorosa. E, em cada uma delas, pode ser encontrada a digital de um governo omisso, sem liderança, sem cadeia de comando, retórico, conivente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deus, na idéia que cada um tem dele, ajude a todos a suportarem a dor inenarrável de quem teve os seus carbonizados, de quando a vida é amputada, não pelo inesperado, que sempre há de acontecer, mas de quando poderia ter sido evitado. E eu, diminuído, peço ao Deus meu, de como o entendo, me ajude a ser menos emotivo, a agüentar a vida como ela é, e os leitores desta Tribuna a me perdoarem por repartir com eles este sentimento pessoal, indignado, de um homem comum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2020828116731020390?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2020828116731020390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2020828116731020390&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2020828116731020390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2020828116731020390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/07/diz-um-pensamento-de-john-donne-que.html' title='O perigo está no ar'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-6020097488739957568</id><published>2007-07-13T04:25:00.000-07:00</published><updated>2007-07-13T04:28:09.735-07:00</updated><title type='text'>Ah se ela dissesse...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A primeira vez que ela apareceu, flor do meu acaso,  ficou determinado nas tábuas de lei, lá dos céus, o inicio do cisma entre meu passado de incertezas e o  futuro  improvável, embora ainda não soubéssemos que  estávamos na chuva e ela iria nos molhar. Até o dia em que ela surgiu dançando o baile imaginário, numa saia de conteúdo improvável e sem nenhuma certeza estatística de que aquilo era de verdade e não uma ilusão de óptica, uma epifânia de quem  não tragou e não duvida da fé. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Mas eu a vi na retina cansada destes olhos meus que, um dia,  ainda muito distante, a terra há de comer, sem o sentido bíblico da coisa com a qual eu a devoraria, e senti o abalo nas minhas placas tectônicas, o sismo na minha abissal fossa sentimental. Desde então tudo que era ilegal, imoral ou que engorda, a metafísica, a oratória e o perfil do colesterol mudaram ao sabor dos seus encantos e do arco-íris de seu riso. Mas  como tudo que me acontece além da linha do horizonte, não sai  como rezam as lendas e o horóscopo chinês, ela deixou meu coração no bung-jump existencial,  oscilando como um  samurai bêbado, num haraquiri de fazer inveja a piloto japonês. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas se ela soubesse que, desde aquela vez, em que veio ao meu mundo tal qual uma  Eva, sem a parreira, e viu a maçã virar sobremesa, eu dividiria o universo em dois hemisférios, abaixo e acima do seu piercing no umbigo. Ah se ela dissesse que é louca por mim e que ficaria no meu corpo feito tatuagem pra me dar coragem de seguir viagem e outras canções. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah se ela dissesse que é louca por mim e batesse a porta do seu casulo para nunca mais voltar e fizesse comigo uma casa no campo. Eu juntaria as mãos para o céu e agradeceria por ter alguém que eu gostaria que andasse comigo na rua, na chuva, na fazenda e na casinha  de sapê, que a vida nada mais é do que  esse velho cantar  de ilusões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se ela soubesse  que por ela eu aprenderia uma nova língua, decifraria os sinais de fumaça,  comeria manga com leite e mudaria a ordem das constelações celestes para que seu riso passasse a orientar os navegantes solitários como eu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se ela soubesse que  pularia de para- quedas e contaria a história do mundo no seu ouvido feito uma Sherazade online e com segundas intenções, para garantir que funcionaria regularmente por ser sábado e outros dias da semana, por mais que mil, por todas as noites de minha vida, perdido no pôr-do-sol dos olhos dela que acontece  todos os dias entre lugares tão distantes como a primavera e o verão, o pólo norte e sul, o equinócio e o solstício.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por ela aprenderia a dançar, o nome das flores, cavalgaria o minuano, andaria sobre os telhados e por seu beijo removeria montanhas e iria a Maomé e a tornaria  meu orixá regente. Só por ela, tão linda, tão linda, tão linda,  que confunde meu sono e sonho, eu desviaria a rota dos cometas e a hora de Greenwich. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu faria tudo diferente, sem meter os pés pelas mãos. Ah! Eu acordaria. Mas só se ela dissesse, se ela dissesse, que é louca por mim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-6020097488739957568?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/6020097488739957568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=6020097488739957568&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/6020097488739957568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/6020097488739957568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/07/ah-se-ela-dissesse.html' title='Ah se ela dissesse...'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-7839879036639508430</id><published>2007-07-07T13:51:00.000-07:00</published><updated>2007-07-07T13:52:03.557-07:00</updated><title type='text'>Estio</title><content type='html'>Não tenho dias santos. Desconheço os hiatos do calendário. Não fiz escolhas com prazo de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amarração. A vida e as ausências ressoam com seu dobrar interminável. Tenho prazer nos dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;destinado ao sagrado e as chagas não se atemorizam nos dias úteis. Existo, talvez. Nomeio o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tempo e seus significados, pelo faltar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-7839879036639508430?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/7839879036639508430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=7839879036639508430&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7839879036639508430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7839879036639508430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/07/estio_07.html' title='Estio'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5859967593622518511</id><published>2007-07-02T16:45:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T23:23:18.610-08:00</updated><title type='text'>Conto - A Náusea</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RomO6juz_XI/AAAAAAAAAA0/kzAGj8L6Q0A/s1600-h/obeijo.jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082750791139458418" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RomO6juz_XI/AAAAAAAAAA0/kzAGj8L6Q0A/s320/obeijo.jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O beijo -Klimt&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ele não podia suportar era a clareza irrefutável da realidade. Ao desespero de qualquer origem, sobreviveria. Mas não à realidade que não podia ser modificada. Saber que, dia após dia, viveria sem a possibilidade de ser feliz inteiramente, como um relógio em que sempre faltasse uma hora e os ponteiros nunca pudessem completar a volta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seus ossos estavam completando centenas de anos, desde aquela noite em que lera as cartas que ela escondera. Eles se quebravam a cada vez que pensava nela e voltavam a se refazer com o alívio do sono, apenas para se partirem novamente, em centenas de pensamentos e pedaços, quando acordava, e a desejava, ela arrancando o travesseiro de sua cabeça, estendendo-o, e cravando o corpo dela em cima do seu feito bicho-caça que domina a presa, a fome desesperada de fêmea e o gozo que permanecia em seu corpo, quando se afastava, fazendo com que, mesmo terminado, ela continuasse tendo espasmos súbitos, depois e nos anos seguintes, a cada lembrança, ou quando sentia que ele escorria de dentro, em novos gozos, só dela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas sabia que não podia livrar-se mais da imagem do corpo dela dançando com outro, como o seu próprio, a mímica de intenções incendiando o vestido, num brilho e vontade de iluminar mil mirantes, a alma se deliciando em insinuações e dizeres, em concessões ilimitadas, o vinho compartilhado de cumplicidades e revelações de milênios, antes ocultas, a inocente e a rameira no mesmo desejo, a boca entreaberta dizendo sim e aprendendo novos percursos, a fotografia que se perpetuará por dezenas de encarnações antes de se apagar, a memória que, tomada, jamais pode ser reocupada, como um feitiço que não liberta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, como um desejo nômade de dor, um sono inútil de dormir, uma náusea sem antídoto, ele as beija no jantar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5859967593622518511?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5859967593622518511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5859967593622518511&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5859967593622518511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5859967593622518511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/07/conto-nusea.html' title='Conto - A Náusea'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RomO6juz_XI/AAAAAAAAAA0/kzAGj8L6Q0A/s72-c/obeijo.jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-7027982813057514243</id><published>2007-06-24T19:32:00.000-07:00</published><updated>2007-06-24T19:38:02.221-07:00</updated><title type='text'>O Clériston e o óleo de licuri</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos colocar os pontos nos devidos lugares. O caos no HGCA é fruto da herança maldita do governo Paulo Souto, que deixou a saúde ao Deus dará, tratada como nada, sem que deputados e vereadores governistas reclamassem uma vírgula. Tampouco o Ministério Público, que só veio atuar tarde demais, nada tendo feito durante aquele período, recomendando afastamento do diretor, um tanto quanto apressadamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Considerando que estamos na segunda cidade do estado a limitação tecnológica do HGCA é de estarrecer. O hospital não é informatizado, não tem serviço de Ecocardiograma, nem de anatomia patológica, o  laboratório apresenta limitações absurdas e sem um programa certificador de qualidade, a endoscopia funciona de forma limitada, os exames radiológicos de contraste praticamente não existem, a tomografia passou meses e meses sem revelador na administração passada,   diversos procedimentos  cirúrgicos não podem ser realizados na unidade referencial da cidade, a hotelaria é desconfortável. Há inadequação de funcionários nas enfermarias e rotinas não são executadas com a precisão médica solicitada.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ocorrem, entretanto, inúmeras injustiças com o Hospital. Lá funciona, há doze anos, programas de Residência Médica, ilhas diferenciadas e qualificadas de atendimento. E há  também as milhares e milhares de vida que já foram salvas na rotina diária da cidade-HGCA. Claro que toda análise ocorre sobre as falhas, os erros, as inadequações, pois o certo deve ser a rotina, mas cabe reconhecer os pontos positivos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certamente que é preciso um programa geral de qualificação profissional e treinamento permanente de seus profissionais, nos diversos níveis,  o que é extremamente difícil já que grande parte dos que estão lotados lá  provém de acomodações políticas,  são passageiros e não tem uma política de incentivo salarial para aperfeiçoamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há, é nítido, uma campanha para desgastar e fritar em óleo de licuri e ambição o diretor Vagner Bonfim, que mostra interesse em organizar o hospital, transformá-lo em espaço acadêmico, qualificá-lo. A direção do HGCA é espaço cobiçado e os líderes governistas o estão deixando ficar bem tostado enquanto fervem nomes nos bastidores cogitando a sua substituição. O argumento é que Vagner é da cota pessoal de Solla, como se todos não fizessem parte do mesmo governo e o interesse maior não fosse a saúde da população feirense. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A verdade, entretanto, é que a herança maldita não justifica a lentidão operacional do governo Wagner. Solla tem entregue a Vagner apenas promessas e nada de concreto, fazendo com que o diretor recorra a expedientes inadequados para solução de problemas urgentes. Vagner está aprendendo na marra, que certos cargos precisam prestar contas a diretoria e não agir de forma autônoma, assim como não deve tentar tapar o sol com a peneira para salvar o governo. Um pacote de computadores e medicamentos é como uma cortiça tentando tapar o rombo de uma represa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O secretário, saindo da sua majestática posição, precisava chegar no hospital e anunciar uma agenda positiva. Ampliar uma enfermaria nova no Pronto Socorro, comprar o aparelho de Ecocardiograma, implantar  o serviço  de Infecto, ou de neuro-cirurgia, por exemplo, e  construir em regime de urgência máxima salas decentes  para atendimento no Pronto Socorro e não permitir aquelas imoralidades existentes.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estes são apenas exemplos de ações positivas que iriam minorar a crise, enquanto era executada a propalada reforma, um projeto de longo curso e do qual tenho sérias, sérias dúvidas, se a prioridade deveria ser o Hospital da Criança, quando a necessidade é do Hospital Geral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A verdade, entretanto, é que pressa não parece ser a plataforma do governo. Por enquanto o secretário encontra-se ocupado em levar ao forno gratinar, dourar, assar, ao ponto e além, um dos seus amigos. Salivando, os beneficiários, aguardam...&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-7027982813057514243?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/7027982813057514243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=7027982813057514243&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7027982813057514243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7027982813057514243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/06/o-clriston-e-o-leo-de-licuri.html' title='O Clériston e o óleo de licuri'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-8816193180833038220</id><published>2007-06-20T05:46:00.000-07:00</published><updated>2007-07-03T14:46:35.951-07:00</updated><title type='text'>Urbano</title><content type='html'>Sou todo fingimento.&lt;br /&gt;Cumprimento a quem desprezo,&lt;br /&gt;aperto a mão de quem detesto&lt;br /&gt;e sorrio para os falsos&lt;br /&gt;igualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoço cinicamente com&lt;br /&gt;honestos da pior espécie e&lt;br /&gt;aceno amistosamente aos&lt;br /&gt;que maquinam minha derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço em silêncio respeitoso,&lt;br /&gt;os falsos profetas&lt;br /&gt;e os eternos salvadores da pátria.&lt;br /&gt;Conheço os traidores&lt;br /&gt;de todas as causas&lt;br /&gt;e os que caluniam como ofício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilho realizações&lt;br /&gt;com aventureiros de última hora.&lt;br /&gt;Bebo, socialmente,&lt;br /&gt;com os desonestos&lt;br /&gt;mais empreendedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a mão, dissimulada, me urbaniza&lt;br /&gt;a mão, estendida, me envenena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-8816193180833038220?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/8816193180833038220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=8816193180833038220&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/8816193180833038220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/8816193180833038220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/06/civilidade.html' title='Urbano'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-5194817362305761181</id><published>2007-06-15T07:01:00.001-07:00</published><updated>2007-07-03T14:45:27.948-07:00</updated><title type='text'>A República dos lambaris</title><content type='html'>Desde que Cabral aportou por aqui, num descobrimento que dizem tão falsificado quanto as prestações de conta do Presidente do Senado- vitima de ter relaxado e gozado com uma jornalista que, dizem as más línguas, apresenta vasto currículo no assunto-, que o Brasil se comporta como uma nação embananada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos imperadores, tal como hoje, estavam mais interessados nas estripulias de alcova do que na administração central. Mudamos de regime sem mudar de apetite e nos tornamos mundialmente conhecidos pelas passistas, mulatas, e outras especialistas no ziriguidum intímo, nos tornando uma nação famosa pelo turismo sexual, combatido na superfície e tolerado na realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta promiscuidade administrativa lobistas emprestam apartamentos a senadores , casas de encontros proliferam na capital federal e empreiteiros dedicam-se a fazer coisas de arrepiar com os fundos e as verbas públicas, levando a completa desmoralização do Executivo, Judiciário onde se vende sentenças como eram vendidas na antiguidade as indulgências, e do Legislativo, espaço desmedido de golpes, falsidades, prevaricação, safadezas, privilégios insaciados que nem as damas mais vorazes dos cabarés são capazes de competir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a moral dos nossos homens públicos se esfacela com meia dúzia de escutas e todos os amigos, compadres, seguranças, churrasqueiros, filho, irmão, ministros do presidente são apontados em falcatruas de fazer inveja ao Código Penal, o nosso líder segue com suas declarações de bodega, seu beija-mão em corruptos históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, em meio a devassidão administrativa em que se encontra as instituições públicas o presidente vem reclamar que a mídia não fala bem do país, sugerindo que nos tornemos um bando de zumbis ou Polyanas, enquanto somos saqueados tributalmente e vemos a saúde, a educação, a segurança, habitação, e estradas, relegadas ao lero-lero de sempre, aos supositórios de propaganda. Talvez por isso, porque a fantasia tropical estabelecida por nossa beleza física natural, nossas mulheres esplendorosas, nossa vocação para a festa e o supérfluo, não corresponde a realidade criminosa, cruel, estagnada, o governo se dedica agora a desperdiçar milhões numa TV pública que renda loas ao ego do senhor chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal qual a nação miserável que se contentava com as quinquilharias do bando de Cabral os excluídos de hoje levam seu espelhinho na forma de bolsa família e como os índios forneciam a riqueza dos portugueses em pau-brasil, agora eles entregam em votos nas urnas e aceitação nas pesquisas, garantindo uma impunidade administrativa que este governo e usa base aliada, ou negociada, como preferirem, não merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto, anestesiados, desiludidos, ou em mutação darwinista ao avesso, regredimos a uma conformação bovina, sua santidade e seus inoperantes ministros esbaldam-se em não ter senso de medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse o pasmo diante de um governador que declara não se lembrar do que fazia numa lancha pois tinha tomado umas cervejas e que, esquecendo o passado sindical, bate forte no professorado que o elegeu, temos um presidente que sugere, diante das câmeras do mundo, trancar a Secretaria de Segurança americana com nossos ministros para que eles encontrem o ponto G, e uma ministra do Turismo que diz que o turista que sofre horrores no caos de nossos aeroportos deve relaxar e gozar. Como podemos acabar com o turismo sexual se a linguagem libidinosa parece ser a tonica de nossos dirigentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto vivemos a montanha-russa dos escândalos de corrupção eis que vem o presidente da República em defesa do irmão lobista de “dois paus” e diz que o mesmo é um lambari no meio de pintados. Precisamos urgente, companheiros, estabelecer uma política afirmativa que preserve o direito dos lambaris de serem pintados, um dia. Séculos e séculos desta política opressiva e favorecimento a elite dos pintados tem que ser revista. Precisamos estabelecer cotas nas verbas ministeriais, nos acordos secretos, nas compras de voto, em favor dos inocentes lambaris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, particularmente, sugiro o Ministério da Valorização e Igualdade dos lambaris e uma verba para a organização de uma Parada dos Lambaris Oprimidos na Avenida Paulista. Até porque, o Mangabeira vem aí. E precisa de uma pasta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-5194817362305761181?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/5194817362305761181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=5194817362305761181&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5194817362305761181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/5194817362305761181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/06/repblica-dos-lambaris.html' title='A República dos lambaris'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3749615011779014973</id><published>2007-06-14T13:36:00.001-07:00</published><updated>2008-12-10T23:23:18.827-08:00</updated><title type='text'>Encilhamento</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RnGnizIMukI/AAAAAAAAAAs/dqm67r2bRcE/s1600-h/pequenacantigaamulger-dicavalcanti.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076022471305247298" style="WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px" height="163" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RnGnizIMukI/AAAAAAAAAAs/dqm67r2bRcE/s320/pequenacantigaamulger-dicavalcanti.jpg" width="129" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pequena Cantiga a Mulher- Di Cavalcanti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sempre estiveste perdida&lt;br /&gt;de mim para mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se um dia viestes,&lt;br /&gt;com ares de quem fica,&lt;br /&gt;foi apenas para marcar&lt;br /&gt;o irremediável início&lt;br /&gt;de teus passos de ida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nunca estiveste onde ficaste,&lt;br /&gt;e, inteira,&lt;br /&gt;fostes apenas na saída.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nunca te possuí, pois&lt;br /&gt;partida, quando viestes,&lt;br /&gt;era apenas&lt;br /&gt;a que já se tinha ido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3749615011779014973?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3749615011779014973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3749615011779014973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3749615011779014973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3749615011779014973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/06/encilhamento.html' title='Encilhamento'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RnGnizIMukI/AAAAAAAAAAs/dqm67r2bRcE/s72-c/pequenacantigaamulger-dicavalcanti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3275520410482582426</id><published>2007-06-12T04:39:00.001-07:00</published><updated>2007-06-12T04:39:55.617-07:00</updated><title type='text'>Sina</title><content type='html'>A linha do abismo&lt;br /&gt;se apaga &lt;br /&gt;entre a escolha e o destino,&lt;br /&gt;enquanto um  antigo vento&lt;br /&gt;resvala nas ruínas dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do amor, resta apenas&lt;br /&gt; esta memória de ontem,&lt;br /&gt;que nunca termina de passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3275520410482582426?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3275520410482582426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3275520410482582426&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3275520410482582426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3275520410482582426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/06/sina.html' title='Sina'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3107471729703061713</id><published>2007-06-09T05:22:00.000-07:00</published><updated>2007-06-11T06:27:49.748-07:00</updated><title type='text'>O inverno que nos alcança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Nem foi chegando devagar como visita receosa, na porta. Não, foi logo mostrando a que veio, botando banca, delimitando território como bicho recém chegado, trazendo perigo com uma trovoada destas que só ronca por aqui, para mostrar as fragilidades da cidade, despreparada e descuidosa de sua beleza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A chuva repentina e sem sovinices surpreendeu as pessoas anunciando que o outono está caminhando para seu finalzinho de domínio, as folhas começam suas despedidas, feito notícia de gente que vai se ausentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois do aviso começamos a sentir que aquele vento de fogo, seco, ácido, duro, soprado feito açoite das redondezas da caatinga, trançado na poeira, cheiro de bosta de boi e velame, vai esmaecendo, trocado por outro mais ameno, úmido, com mais pétalas de água no seu embornal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ele vai chegando devagar, mudando as cores dos jardins, como se tivesse vindo de muito longe, das lonjuras que só os ventos e as dores podem vir, e fosse um bando anunciador do inverno. Nas ruas do centro as mulheres já exibem casacos que cheiravam a guardado de tanto esperar e os vendedores ambulantes já oferecem guarda-chuva, nas sinaleiras. O mingau de milho, ali na praça da Alimentação, torna-se quase uma obrigação na madrugada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As lojas de roupa, me diz Dona Tércia, da Vest, já começam a anunciar as liquidações de sua moda de verão. A noite vai esfriando, pedindo coberta e paz entre os casais pois todo mundo sabe que não se deve brigar nos tempos de frio e por aqui o povo é mais sabido do que tudo, de todo povo desta boca de sertão, a gente que fica aqui entre o recôncavo e o semi-árido, com umas lapadas de vento marítimo, que viaja das praias da Bahia e se dissolve nos outros ventos, que todo mundo sente ainda que não se aperceba. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há o espetáculo de olhar pela janela, manhã cedo, e ainda ver a neblina que levanta devagar, com preguiça de acordar e tristeza de separar-se da cidade, cortada em fatias pelos que correm nas avenidas e madrugadores do trabalho, e pelo alto dos edifícios, que Feira já vai por bem de ter uns trinta e cinco deles, fazendo recortes no horizonte, como se fossem as montanhas que não temos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E os corações abalados pelas aventuras do verão vão se entregando feito quixotes que desistiram dos moinhos de vento e buscando o aconchego dos amores de inverno, mais delicados e permanentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nas casas, os chás e o chocolate quente voltam a mesa, o café na livraria Atlântica, de Romeu, e nas tapiocarias é um prazer quase irresistível. O foundee, um estrangeirismo de gosto adotado por muitos feirenses e o vinho, prometem ser a moda da estação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Prova que estamos mesmo prestando mais atenção à mudança do tempo é que, ousadamente, o restaurante Tomatte Secco, anuncia um festival de inverno, com temporada de jazz e MPB, dando um refresco nos ouvidos exauridos de axés, pagodes e similares. E, vez por outra, eu mesmo tenho surpreendido a lua, exposta e nua, em plena tarde, perdida de amor pela vida nos antigos becos, ou quem sabe procurando uma pamonha de Noratinho, os vaqueiros e fidalgos do Campo do Gado, a Santana dos Olhos D’Água. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O inverno já  galanteia a elegância das mulheres, o verde do chão, as plantações das roças e a fartura do São João e embora ele só assuma oficialmente lá por vinte  e um de junho, eu sei e sinto que ele já é um tempo que me alcança&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3107471729703061713?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3107471729703061713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3107471729703061713&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3107471729703061713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3107471729703061713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/06/o-inverno-que-nos-alcana.html' title='O inverno que nos alcança'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-7700177683142024934</id><published>2007-06-05T04:31:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T23:23:19.307-08:00</updated><title type='text'>Inventário</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RmVPCjIMujI/AAAAAAAAAAk/Q-cQkfqHfuk/s1600-h/modigliani2-homem+com+copo+de+vinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072547460510693938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RmVPCjIMujI/AAAAAAAAAAk/Q-cQkfqHfuk/s320/modigliani2-homem+com+copo+de+vinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Das&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;minhas dores mais longas,&lt;br /&gt;desbagoarei os gomos,&lt;br /&gt;pra atender à fome dos cães. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Meu olhar sem escamas,&lt;br /&gt;e a senha de teu corpo,&lt;br /&gt;pode levar ou esquecer:&lt;br /&gt;não me cabe guardar inocências. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As fraquezas, inclusive&lt;br /&gt;meu choro de homem&lt;br /&gt;e aquela noite, era outubro,&lt;br /&gt;serão minhas, no inventário.&lt;br /&gt;As demais miúdezas: lençóis,&lt;br /&gt;projetos inacabados, risos,&lt;br /&gt;guardemos, nos inutéis da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que sou, ao fim,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;serei sempre, exílio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Modigliani - Homem com copo de vinho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-7700177683142024934?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/7700177683142024934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=7700177683142024934&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7700177683142024934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7700177683142024934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/06/inventrio.html' title='Inventário'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/RmVPCjIMujI/AAAAAAAAAAk/Q-cQkfqHfuk/s72-c/modigliani2-homem+com+copo+de+vinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2954064758930233576</id><published>2007-06-04T13:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T05:31:12.838-07:00</updated><title type='text'>A influência do arroto na vida sexual</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proximidade de homem e mulher costuma ser fatal. Vítima da fome ancestral e da necessidade de preservar a espécie basta rolar uma convivência ambiental que os vestidos se incendeiam e o destino biológico se cumpre, goste o papa ou não. Aliás, como diz uma amiga, se o papa for contra é até mais excitante. O certo é que não existe regra do lado debaixo do equador e para ser sincero em nenhuma outra localização geográfica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora o ato não seja dos mais belos visualmente ele é compensado pelo resultado antes, durante e depois e uma trilha sonora que, apesar de repetida exaustivamente, tem um componente tribal capaz de mover ao êxtase até os menos entusiasmados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta atividade fornicativa, por assim dizer, além dos benefícios às indústrias, redes hoteleiras e comércio do banco reclinável, traz consigo toda uma operação ritualista e fetichista que incluem calcinhas pretas, dançar colado coração com coração se podemos dizer assim, promessas de nunca abrir mão daquele amor e pedidos que aquele beijo inesquecível não seja dado em mais ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, embora seja gênero de primeira necessidade, e da pressão biológica que chama e, às vezes grita, nem sempre o sistema pega no automático e ainda que não se fuja da luta nem tudo parece um impávido colosso. Não basta apenas desejo, paixão, amor, tesão e silicone para que um casal dê certo na cama. Nem entender só de astronomia, anatomia e enologia pois o mulherio botou na pauta do dia que o fundamental é a química. Às vezes, um detalhe, uma palavra inadequada, um gesto, uma tatuagem, põe tudo a perder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, um amigo, profissional liberal,  me procurou para conversar pois estava tendo problema na área do libidinoso. Recém separado me disse que andava rearrumando a vida, depois da tempestade econômica que é a separação, tocando a vida sem maiores aventuras. Havia decidido passar um longo tempo sem fixar-se com mulher nenhuma, não porque um segundo casamento fosse uma praga, como diz o papa, representante de São Pedro, mas porque não queria nenhum desgaste emocional. Afirmou que mal dizia bom dia a uma mulher e ela já queria mudar de mala e cuia pra sua casa, ou o que restou dela. Decidiu então ficar mantendo relação só com algumas garotas de programa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Era tranquilo. Elas fazem o que a gente quer, não exigem nada. Até esta última. Depois dela não consigo mais ficar com mulher nenhuma. Não funciono mais...&lt;br /&gt;- Mas o que aconteceu?&lt;br /&gt;- Bicho ( ele ainda fala bicho), eu tava lá com a mulher nua, no embalo tradicional, me achando o tal quando ela parou no meio e falou comigo, irritada.&lt;br /&gt;- porra  cara a gente tem de topar tudo, mas assim não dá não. Você arrotou transando comigo.&lt;br /&gt;- Depois disso broxei. Meu amigo quando até garota de programa te dá esporro porque escapou um arroto é o fim da linha. Me diga se não é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você podia ter dito que era porque estava comendo bem. Calma. Brincadeira. Companheiro não sei não, mas se tu ainda pensar em mulher, talvez tua única salvação seja  trocar o viagra por uma caixinha de Alka-Setzer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2954064758930233576?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2954064758930233576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2954064758930233576&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2954064758930233576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2954064758930233576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/06/influncia-do-arroto-na-vida-sexual.html' title='A influência do arroto na vida sexual'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-1430980020122552789</id><published>2007-05-31T03:54:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T05:10:45.183-07:00</updated><title type='text'>A mulher que chorava...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Rl9faN3vn7I/AAAAAAAAAAc/4AhfhrUebD0/s1600-h/S_Chorando_jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070876609447174066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Rl9faN3vn7I/AAAAAAAAAAc/4AhfhrUebD0/s320/S_Chorando_jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A mulher chorando- Picasso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anoitecia, ao deixar o consultório e voltar para casa, onde Átila e Ana Luisa me esperavam com suas expectativas e alegrias infantis. Apesar da luz ruim, na Senhor dos Passos, percebi uma mulher na calçada vindo em minha direção. Jovem, uns vinte e cinco anos. Usava vestido azul escuro com uma faixa branca na parte inferior. De pele alva, de alvura incomum por aqui. Não tinha beleza especial. Os cabelos eram curtos e claros, a ponta levemente curva em direção a face. O que chamava atenção é que  chorava. Choro incontido, sem pudor, desatado. Constrangedor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O passo era rápido, em desalinho, como se andasse bêbada, ainda que de incertezas. Fiquei em dúvida se a pressa era medo da noite ou da causa do seu choro. Não sabia se ia a esmo, do nada a lugar nenhum, como fazemos às vezes quando a vida de súbito nos rouba o ar, se buscava o abrigo de um lugar conhecido, ou a solidão, por vezes protetora, de um refúgio pessoal. Era uma mulher que chorava anonimamente na rua, desprotegida, imune aos que a olhavam. Percebi a bolsa apertada contra o corpo- última coisa que parecia lhe restar de sólido-, e o rosto inciso, de quem havia chorado muito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Naquele instante era apenas uma mulher frágil, dissolvida, e sua fragilidade me comoveu. Guimarães Rosa põe na boca de um personagem: “ o que eu não sei -isso é que me mata” . E havia tanto que não sabia sobre aquele choro. Era possível que tivesse sido demitida, assombro diário, nessa economia amoral, fria, implacável e excludente. Amanheceria sem função e chorava pelo filho que deixaria a escola, o plano de saúde e o sonho do dia da criança, já próximo. Teria sido humilhada pelo chefe e chorava por ter de dobrar-se à necessidade? Ou ainda por estar com dor física e não emocional? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez estivesse apenas indignada com os insultos do mundo, a barbárie, a fome, a ambição que faz iguais se dizimarem, o genocídio coletivo que assistimos imóveis, entre levemente culpados e profundamente indiferentes. Ou por ter sido vítima de inesperada ingratidão que lhe roubou a fé, a capacidade de acreditar e de confiar. Talvez chorasse por nada, como choram, às vezes, as mulheres que tem poros na alma. Mas não. Era choro maior, íntimo, como se de repente a vida lhe fosse insustentável e viver ardesse nos pulmões. De quem rompera com a esperança e seguia desnorteada, à deriva. Choro de amor, quase posso jurar. Como só as mulheres ainda são capazes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num impulso quis chamá-la, perguntar-lhe o acontecido, oferecer ajuda, mas como diz Fernando Pessoa o gesto tem uma imensa distância da intenção. Certamente que recuaria, assustada, temendo abordagem àquela hora já suspeita. Também não poderia acompanhá-la, pois o jantar me esperava e não podemos, embora devêssemos, simplesmente chegar em casa e dizer que demoramos na rua ajudando uma estranha que chorava de amor perdido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela se distanciou. Entrei no carro e ao chegar a esquina ela invadia o sinal verde. Parei. Os ansiosos buzinaram. Esperei que cruzasse a rua, ainda chorando. Então fui para casa, rir da inocência dos filhos. No outro dia fui para a roça. Montei a cavalo, mas o choro daquela mulher, cuja dor parecia maior que lhe era possível suportar, não me saia do pensamento. Lembrei verso de Antônio Brasileiro –“ para nosso barco pequeno/ chegaram-se tão grandes mares.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mulher que chora. Eu não sei quem é você e é provável que nunca me leia, mas resolvi lhe escrever. E porque em meus receios e confortos deixei-lhe sozinha para atravessar tão imenso mar, venho aqui pedir-lhe desculpas, eu que, às vezes, também ando do outro lado da calçada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-1430980020122552789?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/1430980020122552789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=1430980020122552789&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/1430980020122552789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/1430980020122552789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/05/mulher-que-chorava.html' title='A mulher que chorava...'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ziWY3mVNaBI/Rl9faN3vn7I/AAAAAAAAAAc/4AhfhrUebD0/s72-c/S_Chorando_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-430823746312120026</id><published>2007-05-28T12:59:00.000-07:00</published><updated>2007-05-28T13:00:29.025-07:00</updated><title type='text'>Desamor</title><content type='html'>Ela se vestia de lua,&lt;br /&gt;semeava gerânios nos meus presságios&lt;br /&gt;e lançava seus desatinos aos longos&lt;br /&gt;cabelos  do meu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sua carne de receios&lt;br /&gt;alimentou os cães&lt;br /&gt;e outros desencantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enfim, poeira de ossos&lt;br /&gt;na minha memória,&lt;br /&gt;ela dança nua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-430823746312120026?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/430823746312120026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=430823746312120026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/430823746312120026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/430823746312120026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/05/desamor.html' title='Desamor'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-7948001694482936344</id><published>2007-05-26T15:04:00.000-07:00</published><updated>2007-05-29T06:50:45.640-07:00</updated><title type='text'>Agravos...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tenho dores de longa permanência e apenas analgésicos de ocasião&lt;/span&gt;...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-7948001694482936344?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/7948001694482936344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=7948001694482936344&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7948001694482936344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/7948001694482936344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/05/agravos.html' title='Agravos...'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-2682317297969011312</id><published>2007-05-25T17:37:00.000-07:00</published><updated>2007-05-25T17:38:33.727-07:00</updated><title type='text'>A morte e a morte do galo Chico Mendes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                   &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Reza a lenda, se é que lendas rezam, que as cidades-estado de Siena e Florença disputavam limites territoriais. Então combinaram que ao amanhecer, quando o galo cantasse, um cavaleiro de cada cidade cavalgaria em direção ao outro e aonde se encontrassem seria a fronteira. Siena escolheu um galo branco, bem nutrido e Florença, um preto e mal alimentado. O de Firenze, esfomeado, acordou mais cedo e seu cavaleiro conseguiu chegar até a vila do Castelo de Fonterutoli. Por isso  a região passou a chamar-se de Gallo Nero e um galo preto ocupa até hoje os rótulos dos Chiantis, o mais celebre vinho da Itália.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em tradições religiosas de vários países, o galo é uma criatura celestial e votiva. Simboliza a ressurreição solar e espiritual e seu canto anuncia o novo dia após um período de trevas. Nos países latinos é tradição popular a "Missa do Galo", numa alusão a fábula que conta que a única vez que um galo cantou à meia-noite foi na noite do nascimento de Jesus. Mas, sincrético, na África, ele é o animal preferido de dois dos sete orixás do Vudu: Papa Legba e Ogun. Papa Legba, ligado a São Miguel e São Pedro, é o guardião, o desenvencilhador das encruzilhadas do mundo. No Brasil, o galo é o omalá (conjunto de alimentos destinados ao Orixá ou divindade da Umbanda) de Oxun. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Reproduzido na arte cerâmica de Portugal e Itália o galo está ligado a lendas populares e, na França,  ele é o símbolo nacional por excelência. Na poesia é o astro do mais famoso poema de João Cabral de Melo Neto, no qual um galo sozinho não tece a manhã. É certo que os galos devem ser perdoados por acordarem tarde, até porque passam o dia em exaustiva maratona sexual, que exercem sem pudor, satisfazendo de forma hedonista seus desejos mais carnais, com uma e com outra, quando não com alguma violência e ruidoso ritual, sem preliminares e conversa fiada. O ato, apesar de repetitivo, tem a rapidez que só um galo possui, embora alguma mulheres reclamem em seus parceiros da fugacidade do evento. Apesar disto não é fácil a vida de galo, com o harém sempre ameaçado, sujeito a traição à menor desatenção ou falha no serviço doméstico, pois sabemos que as fêmeas não costumam perdoar se o carnê não está em dia.   &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nem todos os galos, entretanto, têm final feliz. Morei em um condomínio, com muitas casas, todas próximas. Ganhei um galo de um paciente, levei-o  para casa e dei-lhe o  nome de Chico Mendes, em homenagem ao mesmo. Chico tinha um relógio biológico próprio, cantando feito um desesperado durante a tarde e a noite e silenciando ao amanhecer. O que começou como insatisfação entre os vizinhos evoluiu para reunião extra de protesto contra meu galo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Compreendendo que a sociedade não estava preparada para um despertar ecológico decidi levá-lo para a roça. Chico passou a reinar soberano, verdadeira estrela, no quintal lá de casa. Fim de semana fui almoçar com minha mãe e ela serviu um prato delicioso. Perguntei se era de criação e ela respondeu que era Chico Mendes, que andava muito abusado. A história novamente se repetiu, para minha consternação, mas ficou a lição: toda vez que você tiver por aí cantando de galo, seja você presidente, ou o que for, é sempre bom lembrar que tem  alguém amolando a faca para preparar o almoço de domingo..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-2682317297969011312?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/2682317297969011312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=2682317297969011312&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2682317297969011312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/2682317297969011312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/05/morte-e-morte-do-galo-chico-mendes.html' title='A morte e a morte do galo Chico Mendes'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-1877890597276580582</id><published>2007-05-22T12:08:00.000-07:00</published><updated>2007-06-04T13:36:20.893-07:00</updated><title type='text'>Dia das Mães - Como reconhecer uma mãe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Uma mãe é facilmente reconhecível. Elas têm algo de pressentimento e leite. De alimento e permanência. Pois há igualdade entre bichos e humanos, borboletas e mulheres, senegalesas e inglesas, lobas e gatas, pretas e brancas, analfabetas e doutoras, camponesas e citadinas. Entre mulçumanas e cristãs, ortodoxas e ialorixás, desbocadas e religiosas, humildes e abastadas. Entre legítimas e as que não foram perdoadas. As damas e as de vida em flor. Como um decreto universal que as torna parecidas, por semelhança não escrita, por parecença de ventre, sem cor, religião, dogma, sem poderes outros que não o do corpo arrebatado de vida e mistério, de amor e fertilidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Uma mãe é facilmente reconhecível. Há, nela, qualquer coisa de brutal e milagroso. A força descomunal de repartir suas células em infinitas outras. Em olhos, cabelos, curvas, atitudes, gostos, gerando com sua Arca de Noé, seu cesto de cipó e veias, esteira de cordão umbilical, a passagem para outro humano. E o milagre de se repartir como cria, peito, dádiva, nas mãos, na dor de se abrir sem pudor, no parto, e beijar o filho como quem lambe o futuro e seu destino. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Uma mãe é facilmente reconhecível. Há, nela, algo de manjedoura e guia. De quem se sabe incapaz de julgamentos, de quem não abandona, não renuncia, não desiste da cria. E oferece o colo, quando vem o choro, a palavra quando vem o medo, o abrigo quando vem o desamparo, a sobrevivência quando vem a fome. De quem se lança como feiticeira a polir de encantos as pedras no caminho dos seus, a desenhar em irretócaveis traços de nuvem e delicadezas a eterna imagem e possibilidade da volta, a redimir com os olhos do afeto e perdão tudo que nos feriu, reinventando a si própria, como acalanto, apenas para que o mundo nos seja melhor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Uma mãe é facilmente reconhecível. São todas únicas. Afinal são todas iguais.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-1877890597276580582?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/1877890597276580582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=1877890597276580582&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/1877890597276580582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/1877890597276580582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/05/como-reconhecer-uma-me.html' title='Dia das Mães - Como reconhecer uma mãe'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3167572937245068633</id><published>2007-05-22T12:05:00.000-07:00</published><updated>2007-06-04T13:35:55.187-07:00</updated><title type='text'>O papel do caranguejo na abordagem amorosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As mulheres que já não estão na faixa etária do, digamos, sub-30, compõem o que a demógrafa Elza Berquió, do IBGE, chamou em seu livro, de Pirâmide da Solidão. São mulheres autônomas, profissionais liberais, com independência financeira e competência sexual, separadas ou solteiras, que não encontram sua metade da laranja, nem um homem pra chamar de seu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É certo que o início cada vez mais precoce da vida sexual feminina, além do impacto no aquecimento global, ampliou a oferta no mercado da sedução e do acasalamento, facilitando aos homens resolverem com duas de vinte, e módico investimento, as necessidades dos quarenta, mas não é só isto que está deixando estas mulheres sem parceiros para reconstruir uma família. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Decerto, também, que não é só culpa do papa de convicções neanderthais que disse ser o segundo casamento uma praga social, mas a verdade é que passado a fase do canibalismo e desforra – ou atualização muscular como dizem algumas- sexual que as mulheres costumam vivenciar na pós- separação fica quase impossível encontrar um homem que esteja disposto a construir uma relação permanente mesmo com casa, comida e roupa lavada. Aliás, a famosa atriz Zsa Zsa Gabor costumava dizer que não perguntassem a ela nada sobre sexo pois sempre fora casada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estas mulheres sozinhas que rolam pelos sites de encontros, vernissagens, lançamentos da moda, se não esperam mais o príncipe no cavalo branco, não perderam a ambição suprema de suas almas, que é o amor. Elas se cuidam, malham como atletas, tratam-se como modelos, usam os melhores cremes e, vá lá que seja, usam um botox aqui e ali. Vestem-se com elegância e são capazes de conversar sobre o declínio da civilização ocidental com a mesma facilidade que trocam uma dieta infalível, ou uma receita diet. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Livres e experientes são capazes de prometer e cumprir com esmero os desejos masculinos, mas exigem em troca companheirismo, bom gosto, indispensavelmente uma conversa inteligente, se possível alguma habilidade culinária, sensibilidade e - que elas nunca deixarão de gostar- firmeza de intenções. Enfim, um parceiro master-plus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A diversidade de informação, ganhos e liberdade tem elevado o padrão de satisfação das mulheres, fazendo com que os homens, mais lentos nas adaptações, como dinossauros urbanos, tenham dificuldades em conquistá-las. Como não há bula, nem re-treinamento, os homens continuam abordando erroneamente as mulheres com padrão de exigência mais elevado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, almoçava com um grupo e uma amiga, médica, viajada, bem sucedida, mantinha agradável conversa sobre cinema e literatura, dois interesses que temos em comum. Até que o papo tomou o rumo dos relacionamentos e a queixa geral foi a dificuldade, a escassez de homem no mercado, corroído pela banalidade e pela crescente onda gay. E, entre um suspiro de desilusão e riso, me contou sua última experiência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estava com amigas em um aniversário, elegantíssima, vestido longo, a base da taça de vinho presa entre os dedos, como convém, quando foi apresentada a um homem que lhe pareceu atraente, tendo iniciado aquele rito de investigação desinteressada e casual que faz toda mulher antes de aceitar a cantada. A coisa já tinha meio caminho andado, embora ainda não o suficiente para dilacerar o vestido, quando ele atirou no próprio pé.&lt;br /&gt;- escuta, adorei te conhecer, porque não saímos amanhã pra comer um caranguejo na Cabana da Cely?&lt;br /&gt;-Agora imagine meu amigo, eu, depois deste investimento todo que fiz em mim, no sol de meio dia, com um porrete na mão – tac, tac, tac-, quebrando patinha de caranguejo, toda lambuzada! Nada contra os braquiúros mas no primeiro encontro? Que futuro isto pode ter? Com um mês eu vou tá onde? Encarando a maré vermelha e me acabando em cima da mesa no pagode em Cabuçu! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais reclamei por ser alérgico a caranguejo. Deus, agora creio, realmente escreve certo por linhas tortas... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3167572937245068633?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3167572937245068633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3167572937245068633&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3167572937245068633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3167572937245068633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/05/o-papel-do-caranguejo-na-abordagem.html' title='O papel do caranguejo na abordagem amorosa'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-6523426807622560436</id><published>2007-05-12T06:26:00.001-07:00</published><updated>2007-06-04T13:35:10.515-07:00</updated><title type='text'>Orelhone</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor de uma viagem, às vezes, é o que sai errado, o inesperado, o que não foi planejado nem pode ser dividido em nove vezes no cartão, nem rende milhagem. O mico é, às vezes, mais atraente que os cenários paradisíacos, as comidas típicas e as fotografias obrigatórias. Com a vantagem que vergonha não pode ser colada no álbum, nem filmada. Fica na memória para ser contado com algum grau de auto-ironia e complacência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fonte inesgotável de micos estilo king-kong são as viagens ao exterior. Desconhecendo os costumes e a língua estamos sempre à beira de um conflito internacional. Certa vez, em um grupo, com carros alugados, indo ao Vale do Loire, na França, paramos em um pedágio diferente, com uma cesta, que ninguém sabia como pagar. A fila atrás de nós foi um vexame quilométrico, só resolvido quando um enfurecido francês desceu do seu veículo e nos ajudou, mais por impaciência do que por solidariedade e com aquele olhar que te faz sentir um brucutu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também nesta viagem, os doze com os melhores trajes, as mulheres de longo, acabamos espremidos em uma cabine telefônica, em frente ao cassino de Monte Carlo, para passar a chuva. Isto por termos entrado no prédio de estacionamento pelo guichê de saída e ficarmos meia hora aos gritos, pelo interfone, com o computador, até que - embora eu desejasse que fosse a Caroline de Mônaco-, apareceu um guarda e numa língua gestual resolvemos tudo após ameaça de prisão. Até porque viajava conosco uma velha senhora, mãe de dois colegas e que, desbocada feito uma rameira, xingava o guarda de todos os palavrões que a última flor do lácio já criou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há desastres como o de uma conhecida que embarcou no avião errado e recebeu uma gozação geral e os alimentares porque, economizando ou não, há horas em que a fome fica maior que a dignidade e se come qualquer coisa. Há situações desconfortáveis, como um parceiro de viagem que fez redução do estomago e teve ressaca intestinal após comer um cordeiro patagônico com javali, prato que imagino ter sido o preferido dos tiranossaurus. O mesmo parava a Van do grupo - aterrorizado- durante passeio em Mendoza, a cada ação das suas enzimas digestivas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, impagável, somos nós maltratando o espanhol. Costumo ficar calado ou falar meu arcaico português de forma lenta, se possível que dê tempo até dos hermanos abrirem o dicionário para me traduzir. Mas o brasileiro aprende “saca la foto”, vira poliglota e a partir daí fala uma língua de fronteira, indecisa, embaralhando terminações vocais, num mimetismo polifônico indecifrável. Ou falam português bem alto, tentando o sotaque local, obrigando-os a ouvir quero “dôs”, como se dois fosse incompreensível. Afinal, espanhol é só botar a língua pra fora e mandar ver. “Je ne parle pas espanhol, pero mi português is very fueda” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, na Argentina, estava na portaria do hotel, quando um cliente começou uma discussão. Alto, suando, gesticulando como Maria Bethânia cantando Carcará, o brasileiro vociferava no dialeto de Tarzan.&lt;br /&gt;- Você não intiendê? Não falar mí língua?&lt;br /&gt;O porteiro, símile de Rocky Balboa, balançou a cabeça e foi cuidar da vida. A mulher, que aguardava com os filhos, sugeriu que ele telefonasse para o guia da agência. Foi aí que o marido atravessou o lotado saguão, aos berros, gesticulado com o dedo mínimo e o polegar em riste e os outros dobrados, em direção ao apavorado funcionário.&lt;br /&gt;- Eu quero um orelhone, eu quero um orelhone... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se não foi deportado deve estar lá até hoje esperando o porteiro entender. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-6523426807622560436?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/6523426807622560436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=6523426807622560436&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/6523426807622560436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/6523426807622560436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/05/orelhone_12.html' title='Orelhone'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5387125087750636951.post-3377627109425386712</id><published>2007-05-12T06:18:00.000-07:00</published><updated>2007-05-31T17:04:43.815-07:00</updated><title type='text'>Enfim sós...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este blog destina-se a manter acessível aos desavisados ou aventureiros leitores as crônicas que publicamos, quase regularmente, no Jornal Tribuna Feirense, em Feira de Santana, ou Santana dos Olhos D'Agua, como a tenho na memória. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leia, comente, critique, divulgue, participe. Seu olhar de leitor é a   razão dele existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César Oliveira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5387125087750636951-3377627109425386712?l=emporioletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emporioletras.blogspot.com/feeds/3377627109425386712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5387125087750636951&amp;postID=3377627109425386712&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3377627109425386712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5387125087750636951/posts/default/3377627109425386712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emporioletras.blogspot.com/2007/05/enfim-ss.html' title='Enfim sós...'/><author><name>Cesar Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09953467023001141674</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://www.cognitivocomportamental.com/extra/co.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
